Brasil e Colômbia em crise? Lula e Petro enfrentam polarização e desafios no Brasil e na Colômbia em 2026. A disputa eleitoral se intensifica com Lula e Petro buscando reeleição e continuidade, apesar da alta polarização e da fragmentação política. Saiba mais!
O ano de 2026 se apresenta como um momento decisivo para a política na América Latina, com eleições presidenciais em dois países que enfrentam desafios complexos. Brasil e Colômbia, governados por presidentes progressistas, estão inseridos em um cenário de crescente polarização, fortalecimento de forças conservadoras e tensões institucionais, com impactos diretos na capacidade de seus governos de implementar políticas e garantir a continuidade de seus mandatos.
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No Brasil, o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva se desenrola em um ambiente marcado por uma alta polarização política. A oposição tem demonstrado forte descontentamento e contestação aos resultados das últimas eleições. A competição política consolidou um padrão de erosão dos grupos centristas e da construção de identidades fortemente ligadas a partidos considerados mais rígidos, um fenômeno conhecido como “bolsonarismo”.
Para governar, o presidente Lula precisa construir coalizões com grupos heterogêneos e negociar constantemente com um Congresso fragmentado. A coordenação política se torna central para aprovar qualquer política pública e garantir a sustentação do governo.
As pesquisas de opinião pública refletem essa polarização, com Lula mantendo índices de aprovação, mas também enfrentando rejeição significativa entre setores conservadores.
A disputa eleitoral se concentra na capacidade de Lula de ampliar alianças políticas ou construir uma candidatura sucessora competitiva. A avaliação do desempenho econômico, a percepção sobre políticas sociais e a relação com o Congresso são fatores determinantes.
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A polarização sugere uma nova disputa eleitoral, em que a capacidade de Lula de ampliar alianças ou construir uma candidatura forte será crucial para o resultado.
Na Colômbia, a eleição de Gustavo Petro em 2022 representou uma ruptura histórica. No entanto, a experiência de governo tem sido marcada por desafios significativos. A capacidade do Estado de conduzir reformas estruturais, como nas áreas de saúde e tributação, é limitada pela fragilidade das coalizões partidárias e pela desconfiança das elites tradicionais.
O governo Petro tenta avançar em reformas, gerir a questão da segurança interna e conduzir negociações de paz. Essas frentes, embora programaticamente consistentes, geram conflitos intensos, alimentando a polarização e aumentando os custos de governabilidade.
Além disso, investigações e controvérsias relacionadas à campanha de 2022 adicionam instabilidade ao cenário.
A dinâmica colombiana apresenta maior volatilidade que a brasileira, devido à fragmentação partidária e à instabilidade das coalizões. Pesquisas eleitorais indicam competição aberta e um grande número de indecisos, tornando o cenário particularmente sensível a eventos e mudanças.
Essa situação aponta para uma disputa em que a esquerda ainda é competitiva, mas não suficientemente hegemônica, abrindo espaço para a recomposição da direita e do centro político.
Brasil e Colômbia compartilham desafios típicos de democracias presidenciais latino-americanas em ciclos de polarização: dificuldade de governabilidade, presença de atores com capacidade de veto, fragilidade de consensos mínimos e intensificação da disputa simbólica.
Ambos os casos se inserem em um ambiente internacional em que projetos progressistas enfrentam pressões adicionais, incluindo o retorno dos Estados Unidos a uma atuação mais incisiva na região.
A Venezuela, com sua fronteira com ambos os países, adiciona uma camada de complexidade. Enquanto no Brasil a eleição de 2026 envolve diretamente a busca por reeleição e a capacidade de continuidade sem o próprio presidente como candidato (devido à limitação de mandatos), a situação colombiana apresenta maior volatilidade.
Observar a trajetória eleitoral de Brasil e Colômbia em 2026 permite compreender como governos de esquerda na região lidam com limitações institucionais, competição polarizada e desafios econômicos, ao mesmo tempo em que tentam sustentar coalizões, implementar reformas e produzir legitimidade política em cenários adversos.
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