Brasil Domina Libertadores e Aprofunda Desequilíbrio Econômico no Futebol Sul-Americano

Brasil domina Libertadores e acirra desigualdade no futebol sul-americano. Dirigentes alertam para o desequilíbrio econômico na região. Saiba mais!

27/02/2026 14:27

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(Imagem de reprodução da internet).

Desequilíbrio Econômico no Futebol Sul-Americano Preocupa Dirigentes

A diretora jurídica e secretária-geral adjunta da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), Montserrat Jiménez, expressou sua preocupação com a crescente disparidade econômica entre os clubes da região no cenário competitivo continental.

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Jiménez fez essa avaliação durante um painel da FIFA, parte do Football Law Annual Review (FLAR), realizado em Budapeste, na Hungria.

Ao analisar o desempenho recente da Copa Libertadores da América, a dirigente ressaltou a predominância de clubes brasileiros nas finais. Nos últimos oito anos, apenas em 2018 não houve representatividade brasileira. Desde 2019, todas as decisões foram conquistadas por equipes do Brasil, com cinco delas tendo apenas jogadores brasileiros em campo.

Em suas declarações, Jiménez apontou que, em 15 edições recentes da Libertadores, 11 títulos ficaram no Brasil, evidenciando o acúmulo de vantagens financeiras do país. “É inegável que já existe uma diferença econômica significativa entre o Brasil e os outros nove países da América do Sul.

E isso significa que essa lacuna só tende a aumentar, mesmo que eu não goste disso”, admitiu a diretora jurídica.

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A dirigente previu que, até 2029, quase todos os clubes da Série A do Brasil estarão em operação, o que acelerará a formação de clubes multiclube, com uma velocidade de “500 km/h”. O debate sobre o tema contou com a participação de representantes de federações e Andrés Patón, diretor jurídico da Asociación del Fútbol Argentino, que defendeu a rejeição ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) na Argentina, com base na tradição e na função social dos clubes.

Jiménez enfatizou que o modelo de SAF “veio para ficar”, devido à necessidade de investimentos que não são totalmente cobertos por direitos de TV e patrocínios. No entanto, alertou para a complexidade da fiscalização, especialmente quando os recursos provêm de fontes externas à indústria do futebol. “Não há como tapar o sol com a peneira”, disse, mencionando preocupações com a origem do financiamento e a possibilidade de entrada de dinheiro ilícito.

A dirigente também questionou se o continente continuará assistindo a finais exclusivamente brasileiras caso o desequilíbrio econômico se agrave. O sorteio da Copa Sul-Americana e da Libertadores está programado para 19 de março, em Assunção. As finais da Libertadores serão disputadas em Montevidéu, no Uruguai, e da Sul-Americana, em Barranquilla, na Colômbia.

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