OEA denuncia bombardeios e prisão de Maduro; EUA defendem diálogo e fim de detenções políticas.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) intensificou sua reação à situação na Venezuela, com declarações contundentes sobre os bombardeios realizados pelos Estados Unidos e a prisão do presidente Nicolás Maduro. O embaixador Benoni Belli, representante permanente do Brasil na OEA, classificou a ação como inaceitável, destacando a violação da soberania venezuelana e o perigo de um precedente para a ordem internacional.
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O diplomata brasileiro enfatizou que a ofensiva representa uma ameaça ao multilateralismo, ao substituir o direito pela força. “Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”, declarou. A posição do Brasil reflete a preocupação com a instabilidade regional e a necessidade de soluções políticas inclusivas, conduzidas pelos próprios venezuelanos.
O embaixador Belli ressaltou a importância de respeitar a Carta das Nações Unidas e as obrigações estabelecidas no âmbito hemisférico. A ação da OEA busca promover um diálogo construtivo e uma solução que garanta a dignidade humana e a vontade popular no país.
Por outro lado, o embaixador Leandro Rizzuto, representante permanente dos Estados Unidos na OEA, defendeu a liberação imediata de presos políticos na Venezuela. Rizzuto afirmou que essa medida é essencial para qualquer avanço democrático no país, e que Washington apoia o pedido da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para autorizar visitas aos centros de detenção.
O diplomata americano negou que tenha ocorrido uma invasão por parte dos Estados Unidos, classificando a operação como limitada e com objetivos específicos, visando retirar um “campo conspirador” para que o líder venezuelano enfrentasse a Justiça nos Estados Unidos.
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Rizzuto também defendeu que a OEA ofereça suporte técnico à população venezuelana no campo eleitoral.
A operação militar dos Estados Unidos, que culminou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, gerou uma crise sem precedentes na América do Sul, com impactos diretos sobre a soberania venezuelana, o equilíbrio regional e o mercado global de petróleo.
A ação, liderada pela Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA, foi acompanhada de bombardeios em Caracas e em regiões estratégicas do país.
Após a operação, o presidente americano Donald Trump apresentou a “Doutrina Donroe”, em referência direta à estratégia, ao afirmar que o hemisfério ocidental estaria sob responsabilidade de Washington. Trump declarou que a ofensiva representa uma nova estratégia de intervenção regional e que novas ações militares não estão descartadas.
O presidente também fez advertências diretas a Colômbia e México, sugerindo que ambos enfrentam problemas ligados ao narcotráfico e poderiam ser alvo de iniciativas semelhantes.
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