Brasil conquista ouro histórico nos Jogos Olímpicos de Inverno!

Brasil conquista ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno! Lucas, com raízes norueguesas e brasileiras, garante a medalha de ouro em Bormio, na Itália, em 2026

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(Imagem de reprodução da internet).

Brasil Conquista Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno

Em um sábado, 14 de março de 2026, o Brasil escreveu seu nome na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. Em Bormio, na Itália, o atleta Lucas garantiu a primeira medalha olímpica do país – e da América do Sul – na competição. A trajetória de Lucas é uma história de superação e talento, com raízes que se entrelaçam entre a Noruega e o Brasil.

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A História de Lucas Braathen

Nascido em 19 de abril de 2000, em Oslo, na Noruega, Lucas é filho do renomado esquiador norueguês Bjørn Braathen e da brasileira Alessandra Pinheiro de Castro. Cresceu em um ambiente que combinava a cultura esportiva da Noruega com a paixão pelo Brasil, passando temporadas em cidades como São Paulo e Campinas, onde vive parte de sua família materna.

A língua portuguesa foi sua primeira, aprendendo norueguês com o pai e na escola.

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O Início no Esporte

O contato com o esporte começou na infância. Após o divórcio dos pais, Lucas viveu em São Paulo por um período, sonhando em ser jogador de futebol e acompanhando vídeos de Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. Aos nove anos, por incentivo do pai, decidiu experimentar o esqui alpino.

Apesar das dificuldades iniciais, a adaptação foi rápida. Aos 14 anos, passou a integrar a equipe de desenvolvimento da Noruega. Dois anos depois, filiou-se à Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS).

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Conquistas e Desafios

Em 2019, no Mundial Júnior, conquistou prata no Super G e bronze no Combinado. Na temporada 2020/2021, venceu o slalom gigante em Sölden, na Áustria, sua primeira medalha na Copa do Mundo – e logo um ouro. Menos de três meses depois, sofreu uma grave lesão no joelho, com rompimento de ligamentos, que o afastou por oito meses.

Retornou na temporada seguinte e voltou ao topo do pódio em Wengen, na Suíça.

O Auge e a Decisão

Em 2022/2023, o auge veio com a Noruega. Em 20 etapas da Copa do Mundo, subiu ao pódio sete vezes e conquistou o título da temporada no slalom, garantindo o “globinho de cristal”. Às vésperas da temporada 2023/2024, surpreendeu ao anunciar aposentadoria, aos 23 anos, em meio a divergências com a federação norueguesa sobre patrocinadores e regras de vestimenta.

Meses depois, decidiu retornar às competições representando o Brasil, com apoio da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) e autorização para manter seus pontos na FIS.

A Estreia com a Bandeira Brasileira

“Eu queria escrever uma história maior que o esporte que eu praticava. Sempre vai surgir um novo esquiador da Noruega. Mas não é sempre que surge um esquiador do Brasil”, disse à CNN em maio de 2024. A estreia com a bandeira brasileira aconteceu na temporada 2024/2025.

Mesmo largando em posições ruins, acumulou bons resultados. O primeiro pódio pelo Brasil veio no slalom gigante em Beaver Creek, nos Estados Unidos. Na sequência, conquistou outras quatro medalhas na temporada. Na fase seguinte, consolidou-se entre os principais nomes do circuito.

O Futuro de Lucas

Antes da pausa para Milano Cortina 2026, disputou 17 provas e terminou 14 entre os dez primeiros. Soma cinco pódios no período, incluindo ouro no slalom em Levi, na Finlândia — a primeira vitória brasileira em uma etapa de Copa do Mundo de esporte olímpico de inverno — além de quatro pratas.

Aos 25 anos, está no melhor momento da carreira. Ocupa o segundo lugar no ranking mundial do slalom e a vice-liderança na classificação geral da temporada. Fora das pistas, Lucas também atua como modelo e é patrocinado pela marca italiana Moncler.

Divide-se entre o esporte e o universo da moda, participa de semanas internacionais e mantém uma linha própria de óculos de esqui da Oakley. Em 2025, mudou-se para Milão. Mesmo tendo passado a maior parte da vida na Noruega, preserva laços com o Brasil.

Torcedor do São Paulo Futebol Clube, aprecia churrasco, samba e bossa nova — e costuma ouvir “Mas, que nada”, de Jorge Ben Jor, antes das competições. “Meu lado brasileiro define quem eu sou, é grande parte de mim. É calor humano. Todo mundo ama, quer te conhecer, falar com você… É um sentimento mais próximo, sem julgamentos”, disse ao Olympics.com em 2022.

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