Brasil: Confiança em queda nas redes sociais, aponta pesquisa reveladora

Confiança no consumo de notícias no Brasil é baixa: pesquisa da Pyxys aponta que apenas 17% confiam em redes sociais. Saiba mais!

30/12/2025 17:04

3 min

Brasil: Confiança em queda nas redes sociais, aponta pesquisa reveladora
(Imagem de reprodução da internet).

Apesar do alto consumo de notícias no Brasil, com nove em cada dez brasileiros se informando diariamente, a confiança no conteúdo consumido nas redes sociais é baixa. Uma pesquisa da mediatech Pyxys, em parceria com a Opinion Box, com mil entrevistas em todo o país, revelou que apenas 17% dos entrevistados confiam no conteúdo dessas plataformas.

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O estudo, exclusivo para a EXAME, demonstra uma clara contradição entre o alcance das redes sociais e a credibilidade que elas ainda não possuem.

Contradições no Consumo de Informação

O levantamento aponta que, embora as redes sociais sejam a principal fonte de informação para a maioria dos brasileiros, a confiança nesses ambientes é significativamente menor quando comparada aos veículos de comunicação tradicionais. Essa discrepância sugere que a qualidade e a credibilidade do conteúdo são fatores cruciais na decisão do consumidor de se manter informado.

Impacto da Credibilidade Editorial

A pesquisa também investigou a influência da credibilidade editorial nas decisões de consumo. Destacaram-se os dados de que 85,6% dos entrevistados relataram que conteúdos jornalísticos já influenciaram suas escolhas de compra. Além disso, 74% dos entrevistados consideram a confiança no veículo como um fator relevante antes de clicar em um anúncio, e 64% afirmam interagir mais com publicidade quando há coerência entre o conteúdo editorial e a mensagem comercial.

Diferenças Geracionais

A pesquisa identificou diferenças geracionais no consumo de notícias. Entre jovens de 16 a 24 anos, 32,58% afirmaram já ter sido influenciados por conteúdos jornalísticos na decisão de compra. Em contraste, entre pessoas com mais de 50 anos, esse percentual caiu para 16,67%.

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Essa diferença pode refletir diferentes hábitos de consumo de informação e níveis de confiança em diferentes fontes.

Preferências de Formato e Plataformas

Em relação ao formato, a pesquisa indicou uma preferência por conteúdos mais curtos, com quatro em cada dez entrevistados relatando não ler matérias até o fim. Mais de 40% preferem textos resumidos. O consumo audiovisual também está em ascensão, com quase 60% dos brasileiros preferindo vídeos ou podcasts, e quatro em cada dez afirmando não se informar mais pela televisão.

O Instagram se destaca como a principal fonte de informação, utilizado por mais de 83% dos entrevistados, seguido pelo YouTube (71%) e TikTok (quase 50% da população).

Adaptação das Estratégias Editoriais

Segundo Andrés Bruzzone, CEO da Pyxys, os dados reforçam a necessidade de adaptação das estratégias editoriais. “O conteúdo precisa ser bem produzido, contextualizado e distribuído nos canais certos. É isso que permite informar, engajar e sustentar modelos de negócio baseados em credibilidade”, afirma.

A EXAME busca, através de seu videocast, discutir os principais movimentos do marketing, da publicidade e da creator economy, com foco em estratégias, negócios, comunicação e consumo.

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