Brasil lidera debate emergencial sobre intervenção nos EUA e detenção de Nicolás Maduro. Governo critica ação, defende soberania nacional e jurídica.
O Brasil conduziu nesta segunda-feira (5) uma sessão emergencial para analisar a intervenção militar nos Estados Unidos e a detenção de Nicolás Maduro. O governo brasileiro manifestou sua crítica à ação americana, destacando a defesa da soberania nacional e o repúdio ao uso da força em âmbito internacional.
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A situação se desenvolveu após a captura de Maduro durante a madrugada de sábado, em Caracas, sob acusações de envolvimento com o narcotráfico, lideradas pelo governo de Donald Trump.
Em declarações oficiais, o governo de Trump anunciou que os Estados Unidos assumirão o controle administrativo da Venezuela e de sua infraestrutura petrolífera, condicionando essa medida à conclusão de uma transição política. Essa ação provocou reações imediatas na América Latina, com diversos países expressando preocupação com as implicações para a segurança regional.
Um comunicado conjunto assinado por Brasil, Chile, México, Uruguai e Espanha classificou a operação como uma violação “extremamente perigosa” do direito internacional. O presidente chileno, Gabriel Boric, enfatizou que o controle direto de um Estado estrangeiro sobre o território venezuelano representa um precedente preocupante para a região, gerando debates sobre a estabilidade política e jurídica.
Internamente, o Brasil reconheceu Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, refletindo a postura de resistência do governo venezuelano em relação à presença militar estrangeira. Analistas do governo brasileiro apontam que o interesse central dos Estados Unidos na região se concentra no controle das reservas estratégicas de petróleo, alertando para o risco de instabilidade na América Latina, considerando a intervenção como o maior ataque militar das últimas décadas na região.
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A situação continua em desenvolvimento, com diferentes posições entre os países da América Latina. Alguns, como a Argentina, expressaram divergências devido à falta de apoio ao regime anterior, intensificando as tensões geopolíticas na região.
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