Abstenção de Grandes Potências na Resolução da ONU sobre a Ucrânia
Na última terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, o Brasil, juntamente com a China e os Estados Unidos, se absteve na votação de uma resolução da Organização das Nações Unidas que visava “Apoio à Paz Duradoura na Ucrânia”. Essa data marca o quarto ano de conflito entre a Rússia e a Ucrânia, um período marcado por intensas disputas e desafios humanitários.
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A Assembleia Geral da ONU aprovou o documento proposto pela Ucrânia, que contou com 107 votos favoráveis e 12 votos contrários. No entanto, 51 países se absteram, incluindo o Brasil, China, Estados Unidos, Índia, Qatar, Arábia Saudita e África do Sul. Países como Rússia, Sudão, Irã, Belarus e Cuba votaram contra a resolução.
O documento da resolução (A/ES-11/L.17 – PDF-164kB, em inglês) solicitava um cessar-fogo imediato, a troca completa de prisioneiros de guerra e o retorno de todas as crianças deportadas à força para seus países de origem. A situação continua complexa, com o conflito gerando consequências de longo alcance.
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Em dezembro de 2025, o Brasil já havia se abstenido em uma votação anterior sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia. Na ocasião, o país reiterou seu apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia, enfatizando a importância de garantir o retorno de crianças que haviam sido deportadas.
A justificativa brasileira para a abstenção, naquele momento, foi que o tom do texto proposto não incentivava o diálogo entre as partes envolvidas. A política externa brasileira continua buscando um caminho para a paz, mas a complexidade do conflito exige cautela e consideração de diferentes perspectivas.
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