Brasil busca o hexa em Copa do Mundo com Vini Jr. e Neymar

Brasil busca o hexa em Copa do Mundo com Vini Jr e Neymar, enfrentando desafios de desempenho e infraestrutura em Miami.

26/06/2026 22:00

3 min

Hard Rock Stadium teve sua lotação máxima na partida entre Brasil e Escócia
Hard Rock Stadium teve sua lotação máxima na partida entre Brasi...

Miami. O futebol, esporte mais popular do mundo, celebra sua Copa do Mundo a cada quatro anos. Desta edição, a primeira em três países – Canadá, EUA e México – marca uma expansão da competição com 48 seleções. O Brasil, detentor do recorde de participações e títulos, busca o hexa desde 2006.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Este repórter presenciou o último jogo da Seleção pela fase de grupos contra a Escócia, em Miami. Vini Jr. demonstrou sua sede por gols, enquanto Neymar, com dificuldades em executar suas principais marcas de jogo, não conseguiu efetuar um drible. “Sou neymarzete, mas ele não tem mais condições de jogar”, declarou um torcedor, presente em lotação máxima – quase 65 mil pessoas.

A Torcida e a Atmosfera

A torcida brasileira se uniu à energia do Tartan Army escocês, cantando o hit do White Stripes mesmo com o placar favorável de 3 a 0. A cena, que se repetia durante toda a partida, revelava a força e o entusiasmo da torcida internacional.

A EXAME hospedou – se na Chopin Plaza, próxima à Fan Fest da Fifa no Bayfront Park, com o rio Miami como pano de fundo. A multidão, composta por pessoas de dezenas de países, participava de ativações de patrocinadores, criando um cenário que lembrava a Organização das Nações Unidas em funcionamento.

Transporte e Mobilidade em Miami

Um ponto crítico foi a carência de transporte público nos quarteirões visitados. Predominavam carros de grande porte, alguns ocupando duas vagas em estacionamentos de shoppings paulistanos. O transporte por aplicativo funcionava com agilidade, com tempos de espera de poucos minutos.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O repórter teve contato com motoristas da Venezuela e do Cazaquistão.

Giuseppe, venezuelano há três anos em Miami, revelou sua paixão pelo esporte e sua preocupação com a situação política em seu país após a intervenção dos EUA. “Ainda não está bem, mas acho que vai melhorar”, admitiu, mencionando o ex – presidente Hugo Chávez com carinho.

Bilial, do Cazaquistão, também há três anos nos EUA, expressou sua admiração pelo futebol, especialmente pelo “espetacular” futebol brasileiro, e evitou comentar sobre sua antiga ligação com a Rússia, país que não faz mais parte da União Soviética.

Contraste na ‘Faria Lima’ de Miami

A “downtown” de Miami, concentrada em Brickell, apresentava contrastes marcantes. Edifícios de concreto envidraçados, semelhantes à Faria Lima paulistana, coexistiam com lojas de departamentos populares entre os brasileiros e com pessoas em situação de rua.

O comércio local refletia a desigualdade social da cidade.

O preço do metro quadrado em Brickell ultrapassa os R 240 mil, comparável aos valores de Itaim e Jardins em São Paulo. A diversidade de produtos e serviços, aliada à desigualdade social, completava o retrato da região.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!