Brasil busca alternativas após restrições de importação de carne pela China. Governo analisa ações para minimizar impactos no setor nacional.
O governo brasileiro está analisando estratégias para lidar com as medidas de restrição à importação de carne bovina impostas pela China. Um oficial a par do assunto informou que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) retomou as análises sobre as ações chinesas e deve anunciar em breve ações para minimizar os efeitos no setor de carne bovina nacional.
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O governo busca formas de compensar a falta de cumprimento de cotas de exportação por outros países.
O Brasil iniciará negociações com a China para assumir cotas de exportação de carne bovina que outros países não conseguam cumprir. Essa estratégia de compensação é vista como crucial pelo governo brasileiro e será um ponto central nas discussões com o governo chinês.
A China representa atualmente a maior parte das exportações brasileiras de carne bovina, com 48,3% do faturamento total.
Para 2026, a China terá uma cota de importação de 2,7 milhões de toneladas de carne bovina. A maior fatia dessa cota, 41,1%, ou cerca de 1,1 milhão de toneladas, será destinada à Argentina, seguida pelo Uruguai (12,1%), Austrália (205 mil toneladas) e Estados Unidos (164 mil toneladas).
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Volumes excedentes estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%.
As importações chinesas de carne bovina cresceram 73,2% entre 2019 e 2024, com preços em até 50% inferiores aos do mercado interno. Isso tem impactado a produção nacional, com redução no número de vacas reprodutoras e prejuízos relatados por empresas de abate.
Embora a Lei da Reciprocidade esteja disponível, o governo brasileiro não planeja adotar medidas de retaliação contra a China, considerando que isso poderia acirrar as relações diplomáticas. A aplicação da lei exige uma investigação detalhada do impacto econômico da medida chinesa.
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