Brasil busca agilidade em stablecoins com BTG Pactual e Checker

Brasil Busca Agilidade em Transações Internacionais com Stablecoins
Em 2026, o Brasil enfrenta um desafio crucial na otimização de suas transações comerciais internacionais. A necessidade de liquidação financeira rápida, que antes era exclusiva de operações de tempo real, agora se estende a acordos com a Ásia e outros parceiros comerciais.
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Um exportador de soja no Mato Grosso, por exemplo, pode negociar uma carga rumo à Ásia, mas a liquidação financeira ainda pode levar dias, gerando custos adicionais devido a spreads de câmbio, bancos correspondentes e intermediários.
O sistema bancário internacional não acompanhou a velocidade do comércio, criando um descompasso caro e pouco discutido. Jack Chong, cofundador e CEO da Checker, tem dedicado os últimos três anos a resolver esse problema, buscando unir performance e proteção de patrimônio com a expertise do BTG Pactual.
Stablecoins e a Conexão de Sistemas Financeiros
Chong, que cresceu em Hong Kong e admirava a conexão de sistemas financeiros distintos, acredita que os problemas de coordenação mais relevantes do mundo não estão em chancelarias, mas na infraestrutura financeira. Ele defende que bancos, empresas de pagamento e tesoureiros corporativos deveriam ter acesso à liquidez através de menos integrações, com contrapartes reguladas em cada lado.
Com a China como maior parceiro comercial do Brasil (superando US$ 170 bilhões em 2025), a necessidade de uma infraestrutura financeira ágil se torna ainda mais evidente. Além disso, empresas brasileiras expandindo-se para outros países e multinacionais operando tesouraria 24 horas enfrentam gargalos semelhantes, exigindo soluções inovadoras como stablecoins, que só funcionam quando conectadas às instituições e arcabouços regulatórios.
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O Brasil como um Laboratório de Inovação Financeira
O Brasil se destaca como um mercado em posição privilegiada para implementar essa conexão, com bancos de câmbio emitindo stablecoins lastreadas em real e fintechs construindo contas em dólar para o consumidor brasileiro. O regulador demonstra apetite pela inovação, incorporando-a à supervisão prudencial.
A história mais interessante, segundo Chong, não é a de dólares digitais substituindo o sistema financeiro global, mas a de um banco brasileiro atendendo um exportador de soja para a China, liquidando o fluxo em vinte minutos, dentro do perímetro regulatório criado para essa finalidade.
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