Brasil Alerta: A “Brasileirização” Fiscal e os Desafios para as Economias Ricas
Em fevereiro de 2026, a revista britânica The Economist emitiu um alerta sobre a situação fiscal do Brasil, sugerindo que o país representava um sinal de alerta para as economias dos países ricos. O artigo, publicado na seção de opiniões institucionais da revista, reconhecia o “crescimento econômico razoável” e a existência de um “Banco Central independente” no Brasil, além de um saldo orçamentário primário, excluindo juros, quase equilibrado.
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A dívida líquida, em 66% do Produto Interno Bruto (PIB), era considerada elevada para os mercados emergentes, mas baixa em comparação com os países desenvolvidos.
O principal problema apontado pela revista era a alta taxa de juros que o governo brasileiro precisava pagar para financiar sua dívida. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou as taxas para 15%, um cenário exacerbado por instituições frágeis, que vacilaram durante o mandato do ex-presidente do Partido Liberal (PL).
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O legado da hiperinflação dos anos 80 e 90, juntamente com a crise econômica de 2010, também contribuíram para a volatilidade da inflação.
Um ponto crucial destacado era o alto comprometimento do orçamento com a Previdência, que consumia 10% do PIB. Sem reformas, o país continuaria gastando mais com pensões do que os países mais ricos e envelhecidos, devido à proteção constitucional que garantia aumentos salariais acompanhando as aposentadorias.
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Essa situação, segundo a revista, representava um dilema para os formuladores de políticas no Ocidente.
A Economist argumentava que os sintomas da “brasileirização” fiscal – como a politização do Fed nos Estados Unidos e o desejo de controle do Banco Central – já se manifestavam em economias ricas. A revista alertava que, com a inflação elevada, os gastos com aposentadorias e saúde em ascensão, e a crescente população idosa, os países desenvolvidos enfrentariam desafios orçamentais ainda maiores do que os do Brasil.
Conclusão: Um Alerta para as Economias Ricas
A publicação concluiu que o diagnóstico sobre o Brasil deveria preocupar os países mais ricos, que apresentavam sinais iniciais de “brasileirização”. A Economist enfatizava que, para os países desenvolvidos, encontrar 1% ou 2% do PIB para gastos com defesa já era um desafio; imaginar ter que encontrar o dobro apenas para pagar juros da dívida representava um dilema angustiante.
