O Crescimento da Paixão pelos Pets no Brasil
Por milênios, a presença de animais no cotidiano humano esteve associada a funções de trabalho, guarda ou proteção – e é claro, cachorros existiam, basicamente, para isso! No entanto, nas últimas décadas, o significado de animal de estimação foi transformado completamente: de mero companheiro, tornou-se um elemento estrutural da nossa vida afetiva, da saúde emocional e, naturalmente, das decisões de compra de milhões de brasileiros – especialmente para os que vivem em apartamentos nas grandes cidades.
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Essa transformação não é estética ou periférica: ela aparece nos números, no comportamento e até nas escolhas de consumo, moradia e estilo de vida.
O Brasil já figura entre os maiores mercados pet do mundo. Dados recentes mostram que o país tem mais animais de estimação do que crianças, com aproximadamente 160,9 milhões de pets em sua população, superando, por exemplo, os cerca de 39 milhões de crianças até 13 anos, segundo comparações de dados do setor com estatísticas demográficas do IBGE.
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O mercado pet brasileiro faturou cerca de R$ 75,4 bilhões em 2024, consolidando uma cadeia econômica integrada que vai de alimentação, medicamentos e cuidados veterinários até serviços de estética, hotelaria e tecnologia.
A comida para pets responde por mais de 50% desse faturamento, refletindo o peso desse segmento no conjunto da indústria. Uma pesquisa da Brain Inteligência Estratégica com compradores de imóveis, em 2024, mostrou que 26% dos compradores já priorizam espaços adequados para animais na escolha de um imóvel, seja área de circulação, espaço pet, playgardens ou infraestrutura para banho e tosa.
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Esse dado revela duas tendências claras: integração afetiva e funcional entre pets e rotina familiar.
Distribuição de Pets no Brasil
Considerando a distribuição de pets no Brasil, podemos estimar os seguintes números aproximados: Cães: 58 milhões (39% do total) Aves: 38 milhões (26%) Gatos: 28 milhões (19%) Peixes ornamentais: 21 milhões (14%) Outras espécies (répteis e pequenos mamíferos): 3,0 milhões (2%) Essa distribuição ilustra não apenas a paixão histórica por cães, mas também como ainda é forte a presença de aves.
Embora hoje seja menos comum encontrarmos aviários – esse era o nome quase universal para a busca de pets até 20 anos atrás, e um dos meus passeios favoritos na infância – podemos ver, ainda, o crescimento dos gatos como companhia em lares menores e o espaço crescente de nichos como peixes e pequenos mamíferos, que crescem especialmente em apartamentos, em que o espaço potencial para os pets é, naturalmente, menor.
Influência dos Pets nas Decisões de Consumo
A pesquisa da Brain Inteligência Estratégica com compradores de imóveis, em 2024, revelou que 26% dos compradores já priorizam espaços adequados para animais na escolha de um imóvel, seja área de circulação, espaço pet, playgardens ou infraestrutura para banho e tosa.
Esse dado revela duas tendências claras: integração afetiva e funcional entre pets e rotina familiar.
O Papel dos Pets na Vida das Pessoas
A influência dos pets já ultrapassou o campo afetivo e chega a moldar decisões de consumo estruturais. A pesquisa da Brain Inteligência Estratégica com compradores de imóveis, em 2024, mostrou que 26% dos compradores já priorizam espaços adequados para animais na escolha de um imóvel, seja área de circulação, espaço pet, playgardens ou infraestrutura para banho e tosa.
Esse dado revela duas tendências claras: integração afetiva e funcional entre pets e rotina familiar.
Para quem mora sozinho ou em casal sem filhos, o animal tende a ocupar uma função dupla: parceiro de rotina e suporte emocional constante. Isso explica, em parte, a preferência por cães e gatos que se adaptam bem a ambientes menores, desde que recebam estímulo e cuidados adequados.
Quando for comprar um apartamento, não se esqueça do seu pet. Fábio Tadeu Araújo é economista, mestre e doutorando em Gestão Urbana e CEO da Brain Inteligência Estratégica.
