Brasil teve +1,27M novos empregos formais em 2025, com destaque para Serviços e construção. MTE divulga dados e alerta para retração em dezembro.
Em 2025, o Brasil registrou um total de 1.279.498 novos empregos formais, acompanhado por 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos, conforme dados divulgados pelo Novo Caged. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou esses números em 26 de janeiro.
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Este resultado representou o menor volume de contratações desde 2020, ano marcado por fechamentos de vagas devido à pandemia da Covid-19. O número total de vínculos com carteira assinada aumentou 2,71%, atingindo 48,47 milhões de trabalhadores ativos.
Todos os setores econômicos apresentaram saldo positivo no ano de 2025. O setor de Serviços se destacou com a criação de 758.355 vagas, com um crescimento de 3,29%. O Comércio gerou 247.097 empregos, representando um aumento de 2,3%.
Dentro do setor de Serviços, as áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, registraram um saldo de 318.460 postos (+3,12%), enquanto as atividades ligadas à administração pública, educação, saúde e serviços sociais, apresentaram 194.903 vagas (+3,12%).
A Indústria adicionou 144.319 novos empregos formais (+1,6%), enquanto a Construção Civil gerou 87.878 vagas (+3,1%). A Agropecuária também manteve um crescimento positivo, com um saldo de 41.870 postos (+2,3%).
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A região Sudeste liderou a geração de empregos formais em 2025, com um saldo de 504,97 mil vagas, um crescimento de 2,10%. As regiões Nordeste e Sul também apresentaram bons resultados, com 347,94 mil e 186,12 mil vagas, respectivamente, com taxas de crescimento de 4,38% e 2,16%.
O Centro-Oeste registrou 149,53 mil vagas (+3,56%), enquanto a região Norte teve um saldo de 90,61 mil empregos formais (+3,81%).
O estado de São Paulo concentrou o maior número absoluto de novas vagas, com 311.228 vínculos formais (+2,17%). Rio de Janeiro (100.920 postos, +2,60%) e Bahia (94.380, +4,41%) completaram os três maiores saldos do país.
As maiores taxas percentuais de crescimento foram registradas no Amapá (+8,41%), na Paraíba (+6,03%) e no Piauí (+5,81%).
Em dezembro, mês historicamente marcado por retração no mercado formal, o saldo foi negativo, com o fechamento de 618.164 vagas. A redução foi observada tanto entre homens (-348,4 mil) quanto entre mulheres (-269,7 mil). Os estados com maiores quedas no mês foram São Paulo (-224,2 mil), Minas Gerais (-72,7 mil) e Paraná (-51 mil).
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