Ações do Bradesco (BBDC4) sobem em 2026! Investidor lucra 11,28% em operação de 30 dias. Especialistas apontam fluxo e expectativa de juros para alta.
No início de 2026, as ações do Bradesco (BBDC4) apresentaram um desempenho positivo, beneficiando investidores que entraram no mercado logo no começo do ano. Um cenário favorável para a bolsa brasileira contribuiu para esse movimento.
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Um investidor que comprou R$ 991,10 na abertura do pregão em 2 de janeiro e vendeu no fechamento em 23 de janeiro obteve um lucro de R$ 131,56. Após descontar o Imposto de Renda de 15% sobre o ganho de capital, o retorno líquido foi de R$ 111,83, representando uma rentabilidade de 11,28%.
A alta das ações do Bradesco está relacionada à priorização de grandes empresas, com boa saúde financeira e potencial de recuperação. Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, “Há uma alta generalizada no mercado brasileiro por uma questão de fluxo e por esse entendimento de que há um movimento de rotação no mercado em busca dos emergentes”.
Perri destaca que “As primeiras opções do investidor estrangeiro são sempre as blue chips, como Itaú e Bradesco”. Além do fluxo externo, o setor bancário se beneficia da expectativa de cortes na taxa de juros, melhorando as condições de crédito e o apetite por risco.
Enrico Gazola, economista pelo Insper e sócio-fundador da Nero Consultoria, complementa que “O Bradesco subiu apoiado na narrativa de turnaround operacional, com melhora gradual de rentabilidade, eficiência e qualidade da carteira de crédito, levando o mercado a reprecificar o papel”.
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Um investimento de R$ 952,38 no BOVA11, ETF que replica o índice Ibovespa, gerou um retorno de R$ 1.023,92 até 22 de janeiro, já descontado o Imposto de Renda. Essa valorização reflete a expectativa de queda na taxa de juros no Brasil e a entrada de capital estrangeiro, que aportou R$ 8,7 bilhões na bolsa neste mês.
Fatores externos, como tensões geopolíticas, também tornam os ativos brasileiros mais atraentes.
Especialistas alertam que movimentos de curto prazo não garantem continuidade. Cíntia Senna, Mestre em Educação Financeira, ressalta que “Quando eu vou entrar num produto relacionado à renda variável, como ETF, ações ou FIIs, eu tenho que entender que não estou entrando para surfar o curto prazo — porque o risco é muito alto — e sim para o longo prazo”.
A volatilidade é inevitável, e a perspectiva de longo prazo ajuda a diluir ruídos momentâneos e capturar o potencial de crescimento dos ativos.
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