Bradesco em queda livre após resultados e CEO revela otimismo em 2026

Bradesco (BBDC4) despenca em after hours! 🚀 Resultados Q4/2025 surpreendem, mas ações caem 5,25% em Wall Street. CEO Noronha vê “opções” e otimismo.

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(Imagem de reprodução da internet).

Bradesco (BBDC4) Registra Queda Expressiva em After Hours Após Divulgação de Resultados

Os papéis do Bradesco, negociados nos Estados Unidos como ADRs, apresentaram uma queda significativa no período de after hours de Wall Street. A desvalorização ocorreu após a divulgação do balanço da instituição financeira referente ao quarto trimestre de 2025.

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Por volta das 20h (horário de Brasília), os valores dos ADRs estavam caindo 5,25%, com o preço por ação atingindo US$ 4.

Essa queda se deu em um dia já de baixa para as bolsas americanas. Anteriormente, na sessão regular de negociação, o ADR do Bradesco havia fechado em alta, com um aumento de 1,27%.

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Resultados Acima das Expectativas

Em 5 de fevereiro de 2026, o Bradesco anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre de 2025. Esse resultado superou em leve medida as projeções do mercado, que estimavam uma cifra de R$ 6,4 bilhões.

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O lucro representa um crescimento de 20,6% em comparação com o registrado no mesmo período do ano anterior. A receita total do trimestre alcançou R$ 36,1 bilhões, com um crescimento anual de 9,8%. Essa receita inclui a margem financeira total, que somou R$ 19,24 bilhões no período, com um aumento anual de 13,2%.

A margem com clientes também apresentou um crescimento significativo, elevando-se 18,4% para R$ 19,12 bilhões.

Por outro lado, a margem com mercado diminuiu drasticamente, atingindo R$ 126 milhões, representando uma redução de 85% em relação ao ano anterior. O retorno sobre patrimônio líquido (ROAE) do banco foi de 15,2%, com um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre e de 2,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

A carteira de crédito do Bradesco expandiu-se 5,3% em relação ao terceiro trimestre, com um crescimento anual de 11%, totalizando R$ 1,089 bilhão. O custo de crédito do banco foi de R$ 8,8 bilhões, com um aumento anual de 18,3%. As despesas totais, incluindo custos com pessoal e administrativas, totalizaram R$ 13,8 bilhões, com um aumento de 5,6% em relação ao ano anterior.

A taxa de inadimplência para empréstimos com atraso superior a 90 dias permaneceu estável em 4,1% em comparação com o terceiro trimestre. As provisões para perdas esperadas (PDD) aumentaram 20,5% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 10,06 bilhões, com um aumento de 7,4% em relação ao terceiro trimestre.

“Nossa operação está tracionada, o que nos permitiu entregar forte crescimento de receitas, mantendo a inadimplência sob controle”, afirmou o CEO, Marcelo Noronha, em comunicado. “Começamos 2026 em ritmo mais forte do que começamos 2025. Mantemos apetite ao risco moderado, porque o cenário macro ainda nos mostra desafios e incertezas, mas temos encontrado boas oportunidades e estamos otimistas com os nossos negócios”.

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