Bradesco e BNDES lançam Ecora: nova certificadora de créditos de carbono no Brasil

Bradesco e BNDES lançam Ecora, nova certificadora de créditos de carbono no Brasil. A iniciativa busca impulsionar o mercado e reduzir dependência internacional

11/11/2025 20:02

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(Imagem de reprodução da internet).

Bradesco e BNDES Criam Nova Certificadora de Créditos de Carbono

O Bradesco e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram a criação da Ecora, uma nova empresa dedicada à certificação de créditos de carbono. A expectativa é que a empresa inicie suas operações no segundo semestre de 2026.

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Até o momento, os detalhes da estrutura da sociedade, incluindo o investimento dos sócios e a participação acionária, não foram divulgados.

O objetivo da Ecora é atender principalmente ao mercado brasileiro, buscando reduzir a dependência de organismos internacionais e estabelecer padrões de governança que se adequem à realidade do país. A iniciativa visa impulsionar o mercado de carbono, reconhecendo seu potencial como uma oportunidade para o Brasil.

Marcelo Noronha, presidente do Bradesco, destacou o papel da Ecora como intermediária nesse mercado. Ele enfatizou a necessidade de garantir a credibilidade da certificação, que será um pilar fundamental para o desenvolvimento do negócio. A empresa está em conversas com dois potenciais sócios que poderão integrar a Ecora.

Para fortalecer a credibilidade técnica da nova certificadora, a Aecom, uma consultoria global de destaque em meio ambiente e sustentabilidade, foi designada como assessora técnica. A Aecom possui expertise internacional e contribuirá para a construção de um mercado de carbono mais sólido e confiável.

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Noronha ressaltou a disparidade de preços entre o mercado voluntário brasileiro e o mercado americano, onde o carbono é negociado a US$ 37, enquanto no Brasil a cotação é de R$ 25. Ele acredita que a sanção da lei do mercado regulado, ocorrida no final do ano passado, impulsionará o crescimento significativo desse segmento no Brasil.

O executivo considera o carbono como uma “moeda gratuita” para o país.

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