BR-381: Por que a rodovia apelidada de “BR da Morte” é um risco constante?

BR-381: por que é chamada de “BR da Morte”? Acidentes graves em Belo Horizonte e desafios de infraestrutura na rota vital do Sudeste. Saiba mais!

17/04/2026 14:05

3 min

BR-381: Por que a rodovia apelidada de “BR da Morte” é um risco constante?
(Imagem de reprodução da internet).

A BR-381: Rodovia de Alto Risco e Desafios de Infraestrutura

A BR-381 é reconhecida como uma das rodovias mais importantes e, infelizmente, mais perigosas do país. Com mais de mil quilômetros de extensão, ela é vital para conectar diversas regiões do Sudeste brasileiro.

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Um levantamento conduzido pela Fundação Dom Cabral (FDC), em dezembro de 2025, apontou que a BR-381 figura entre aquelas com maior concentração de acidentes no Brasil. Esse cenário de risco é constante, como evidenciado por recentes ocorrências.

Acidentes Recentes e Análise de Especialistas

Na última quarta-feira, dia 15, um grave acidente foi registrado na rodovia, na altura de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. Profissionais estavam realizando uma pauta sobre a duplicação da BR-381 quando colidiram frontalmente com um caminhão.

Segundo Paulo Tarso Vilela, professor de logística e representante da FDC, a taxa de acidentes é considerada “crescente e contínua”, especialmente nas BRs 101 e 116. No entanto, a BR-381, apelidada de “BR da morte”, tem apresentado um aumento na severidade dos acidentes.

Trajetos e Características da Via

Na área que abrange Minas Gerais, a BR-381 é composta por dois trechos principais: o que liga Belo Horizonte a São Paulo, conhecido como Fernão Dias, e o trecho norte, que conecta Belo Horizonte a Governador Valadares.

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O alto índice de fatalidades levou a via a carregar o apelido de “BR da Morte”. A maior parte do percurso ainda é de pista simples, com cerca de 220 km nesse formato, enquanto menos de 80 km possuem duplicação, o que impulsiona projetos de melhoria.

Dados Estatísticos de Risco

Os dados de acidentes mostram que a maior parte das ocorrências (52,38%) acontece em rodovias de pista simples. As pistas duplas representam 39,53%, e as múltiplas, 8,09%.

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) confirma que a BR-381 é crucial para o escoamento de produtos agrícolas, pecuários, mineração e industriais. Contudo, a alta circulação em áreas urbanas e de relevo acidentado mantém o risco elevado.

Causas e Planos de Melhoria para a BR-381

Especialistas apontam que o aumento na gravidade dos acidentes deve-se a uma combinação de infraestrutura inadequada, com curvas e relevos acidentados, e ao comportamento dos motoristas. A pesquisa da FDC indica que a maioria dos acidentes ocorre durante o dia (54%), superando os registros noturnos (35%).

Para mitigar esses problemas, o governo federal planeja diversas melhorias, incluindo a duplicação de mais de 130 km, além da adição de faixas, vias marginais e passarelas. A rodovia está inserida em um projeto de concessão à iniciativa privada, com investimentos previstos.

Antecipação de Obras Estruturais

As obras de duplicação no trecho de Antônio Dias (MG), que totaliza cerca de seis quilômetros, serão antecipadas, segundo o diretor-presidente da Nova 381, Marcelo Boaventura. Essa mudança integra o planejamento estratégico da empresa para lidar preventivamente com os desafios geológicos da região.

Enquanto isso, os 28 quilômetros localizados na Grande BH continuam sob a responsabilidade do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Conclusão sobre a Segurança Viária

Apesar dos esforços de melhoria, a BR-381 segue sendo um ponto de atenção constante. Os relatos de acidentes, como o ocorrido com a equipe da TV Band em Sabará, reforçam a necessidade contínua de fiscalização e investimentos em segurança viária.

A análise dos dados de tráfego sugere que, embora o aumento do fluxo eleve o número absoluto de ocorrências, o índice de acidentes pode apresentar estabilidade relativa quando ponderado pelo volume de tráfego anual.

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