Acidentes em Rodovias Federais Revelam Prioridades para Segurança no Trânsito em 2026
A Confederação Nacional de Transporte (CNT) divulgou, na segunda-feira (9), um relatório detalhado sobre os trechos mais perigosos das rodovias federais brasileiras. O estudo, parte do Guia CNT Viagem Segura 2026, destaca a BR-101 como a rodovia com o maior número de acidentes e fatalidades no paÃs.
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A análise revela um cenário preocupante, com dados que indicam a necessidade de investimentos em infraestrutura e conscientização.
Os resultados apontam que a BR-101 concentrou 13.006 acidentes, representando 17,9% do total registrado no perÃodo, e 760 mortes, correspondendo a 12,6% do total de óbitos. Essa concentração de ocorrências é notável, especialmente na região Nordeste, onde a rodovia liderou as estatÃsticas com 3.898 acidentes e 337 mortes.
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O levantamento ressalta a urgência de medidas para garantir a segurança dos usuários nessa importante via.
Outros trechos também se destacaram por seu alto Ãndice de ocorrências. Em Pernambuco, a BR-423, entre os quilômetros 120 e 130, registrou 19 mortes. Já em São Paulo, na BR-116, entre os quilômetros 220 e 230, foram contabilizados 392 acidentes.
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Na Região Norte, a BR-364 se manteve como a rodovia com maior número de acidentes (1.332) e mortes (96), com a BR-230, no Pará, liderando tanto em acidentes (279) quanto em óbitos (55).
O estudo completo revelou um total de 72.476 acidentes e 6.040 mortes entre janeiro e dezembro de 2025. As colisões foram o tipo mais comum, representando 61,8% dos acidentes e 3.866 mortes. SaÃdas de pista e capotamentos também se destacaram, enquanto atropelamentos, embora menos frequentes, apresentaram um alto Ãndice de fatalidades.
A ausência de reação do condutor foi identificada como a causa mais recorrente, com 11.456 registros, seguida pelo tráfego na contramão, responsável por 958 mortes.
Além dos comportamentos dos motoristas, a pesquisa aponta para problemas significativos nas condições das rodovias. Mais de 62% da extensão avaliada apresenta falhas, incluindo problemas no pavimento (56,5%), sinalização inadequada (49,6%) e traçados de via perigosos (62,2%), com a identificação de 2.146 pontos crÃticos ao longo das rodovias federais.
Esses dados reforçam a necessidade de investimentos em manutenção e melhorias na infraestrutura rodoviária.
