Bolsonaro, Temer e Collor lideram gastos com ex-presidentes em 2025! R$ 9,5 milhões foram destinados a benefícios, com Dilma Rousseff no topo da lista. Saiba mais!
Os gastos da União com benefícios destinados a ex-presidentes da República continuaram elevados em 2025, totalizando R$ 9,53 milhões, um patamar semelhante aos anos anteriores, conforme dados divulgados pelo Portal de Dados Abertos da Casa Civil. Esses recursos abrangem desde o custeio de passagens aéreas e hospedagem, até a manutenção de equipes de apoio e segurança, garantindo um suporte completo aos ex-mandatários.
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A ex-presidente Dilma Rousseff se destacou como a que mais utilizou recursos públicos em 2025, com gastos de R$ 2,37 milhões. Rousseff, atualmente residente na China como Presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Brics), concentrou despesas com passagens internacionais e verbas indenizatórias relacionadas à sua atuação no exterior.
Além das despesas comuns aos demais ex-presidentes, Dilma recebeu auxílio-moradia, ajuda de custo e Indenização de Representação no Exterior (IREX), totalizando R$ 509.350 no ano.
O ex-presidente Collor também se manteve entre os que mais gastaram, com R$ 2,27 milhões em despesas. Collor cumpre pena em regime domiciliar, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, devido a questões de idade e saúde.
Mesmo nessa condição, ele lidera os gastos com passagens, locomoção e diárias em hotéis, alcançando R$ 1,03 milhão, destinados aos servidores que compõem sua equipe de apoio.
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Já o ex-presidente Bolsonaro, que enfrentava processos e investigações em 2025, registrou gastos de R$ 1,19 milhão, com R$ 243.284 destinados a passagens e locomoção. Antes da condenação por tentativa de golpe de Estado, já havia havido redução no uso do benefício durante o julgamento da ação penal no STF e após a decretação de prisão preventiva em outro processo.
Temer, Sarney e Fernando Henrique Cardoso completaram a lista dos ex-presidentes que mais gastaram em 2025, ocupando a terceira posição com R$ 1,6 milhão. Destaca-se o uso de passagens internacionais por Temer, com R$ 208.698, em contraste com R$ 13.632 em voos domésticos.
Sarney utilizou R$ 1,10 milhão ao longo do ano, enquanto Fernando Henrique Cardoso registrou o menor volume de despesas, com R$ 981 mil, sendo R$ 6.200 destinados à locação de veículos. FHC foi o único ex-presidente que não utilizou recursos para passagens aéreas ou hospedagem.
Em dezembro de 2025, a 8ª Vara Federal de Belo Horizonte determinou a suspensão do benefício de Bolsonaro, sob o argumento de que o ex-presidente cumpria pena em regime fechado. Uma decisão semelhante havia sido tomada contra Lula em 2018, posteriormente revertida.
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) derrubou parcialmente a liminar, mantendo a suspensão do uso de veículos e motoristas oficiais, mas autorizando a continuidade da equipe de segurança, considerando idade, histórico de saúde e risco à dignidade do ex-presidente.
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