Defesa de Bolsonaro pede prisão domiciliar humanitária devido a quadro médico complexo, com risco de complicações graves, conforme relatório médico.
A defesa do ex-presidente da República (PL) reiterou o pedido ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, para que seja autorizada a prisão domiciliar humanitária. A solicitação, formalizada em petição datada de 4 de dezembro de 2025, visa que Bolsonaro cumpra a pena em regime semiaberto em sua residência após receber alta do Hospital DF Star, em Brasília, após uma internação de sete dias.
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O ex-presidente deve receber alta na 5ª feira (1º.jan.2026), conforme informações da equipe médica. Ele está internado desde 24 de dezembro de 2025 para realizar uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral e apresentou melhora nos episódios de soluço.
A defesa destaca que o caso se caracteriza por um paciente idoso, submetido a uma cirurgia de médio porte sob anestesia geral, em fase de recuperação pós-operatória, com apneia do sono severa, necessidade de suporte ventilatório noturno contínuo e crises incapacitantes de soluço incoercível.
A defesa também cita relatório médico que aponta para o agravamento do quadro clínico, com risco de AVC, crises hipertensivas, piora da função renal, traumatismos com risco craniano e declínio funcional, além de outras intercorrências imprevisíveis.
A situação é agravada por complicações decorrentes da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
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A solicitação se baseia em uma decisão anterior de Moraes, em maio de 2025, que concedera a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, considerando comorbidades relevantes, como apneia do sono grave, idade avançada e necessidade de tratamento médico contínuo.
A defesa argumenta que o caso de Bolsonaro apresenta um quadro clínico “igualmente documentado e tecnicamente relevante”, devido ao diagnóstico de apneia obstrutiva severa e à cirurgia abdominal com intercorrências.
Durante a semana, Bolsonaro passou por três procedimentos de bloqueio do nervo frênico: dois unilaterais, no lado direito e esquerdo, e um reforço bilateral, realizados na 3ª feira (30.dez.2025). Na manhã de 4 de dezembro de 2025, o ex-presidente realizou exame de endoscopia para avaliar refluxo gastroesofágico, identificando sinais iniciais de esofagite e gastrite.
O cardiologista Brasil Caiado relatou que o paciente estava estável, com pressão controlada, respiração melhor e sem arritmia.
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