Um relatório da Polícia Federal (PF) detalha um incidente envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, ocorrido na Superintendência Regional da PF em Brasília. O documento indica que o ex-presidente sofreu uma lesão “superficial cortante” no rosto, próxima às bochechas, e no pé esquerdo, com “presença de sangue”.
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O laudo foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), na terça-feira, 6 de janeiro de 2026.
Detalhes do Relatório da PF
A equipe médica da PF compareceu à Superintendência às 9h, conforme solicitado pelos agentes plantonistas, para avaliar o estado do ex-presidente. O documento aponta que Bolsonaro relatou um quadro de tontura durante o dia e soluços intensos à noite.
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Ele foi descrito como “consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico” após o exame realizado no local.
A PF comunicou o quadro clínico à equipe médica privada de Bolsonaro, considerando o uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central (Gabapentina, Escitalopram, Clorpromazina) e o uso recente de anticoagulantes, além de suas comorbidades.
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Crise e Lesões Relatadas por Michelle Bolsonaro
A informação sobre o incidente foi inicialmente divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais. Segundo ela, o ex-presidente “teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel” na madrugada da mesma terça-feira.
A PF divulgou uma nota sobre o ocorrido, informando que o atendimento médico foi solicitado pelo próprio Bolsonaro após “relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada”. A polícia afirmou que constatou “ferimentos leves” e que não havia “necessidade de encaminhamento hospitalar”.
Reações e Solicitações do STF
Inicialmente, a PF havia informado que a ida do ex-presidente “após pedido do seu médico particular”. Posteriormente, a nota foi atualizada às 13h30, indicando que a autorização do STF seria necessária. Moraes, por sua vez, negou a remoção imediata do custodiado para o hospital e solicitou os laudos sobre o atendimento realizado pela manhã.
Michelle Bolsonaro também expressou preocupação com o tempo decorrido desde o ocorrido, mencionando que a visita estava prevista para as 9h, mas somente pôde entrar às 10h, após o ex-presidente receber os primeiros socorros. Ela ressaltou que, considerando esse horário, já haviam se passado aproximadamente 6 horas e 36 minutos sem que ele pudesse realizar os exames necessários.
