Ex-chefes brasileiros recebem condições de cumprimento de pena distintas: Bolsonaro na “Papudinha”, Lula em ambiente exclusivo e luxo para Collor.
A recente prisão de ex-chefes do Executivo brasileiro tem destacado as diferentes condições de cumprimento de pena para figuras que ocuparam o cargo máximo do país. Essas condições variam significativamente, desde instalações adaptadas em antigos espaços de órgãos públicos até ambientes com características de segurança e isolamento.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro passou a cumprir pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do , conhecido como “Papudinha”. A transferência ocorreu após permanecer na Superintendência da Polícia Federal. As instalações oferecem um espaço de aproximadamente 64 metros quadrados, incluindo uma área externa de 10m².
A acomodação se assemelha a um pequeno apartamento, com quarto, sala, cozinha, banheiro e lavanderia. O local disponibiliza cama de casal, televisão, geladeira, chuveiro com água quente e uma área privativa para banho de sol, proporcionando maior flexibilidade em comparação com as celas comuns.
A “Papudinha” é conhecida por abrigar policiais e ex-autoridades que necessitam de isolamento da massa carcerária.
Luiz Inácio da Silva, conhecido como Lula, permaneceu detido na Superintendência Regional da Polícia Federal em (PR) por um período de 580 dias. A detenção ocorreu em decorrência de condenações na Operação Lava-Jato, que foram posteriormente revertidas pelo STF.
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O local de detenção era tratado como uma “sala de Estado-Maior”. A cela de aproximadamente 15 metros quadrados possuía cama de solteiro, armário e um pequeno banheiro privativo. Lula ficou separado dos demais custodiados, sob vigilância constante, com acesso a uma janela que dava vista apenas para um corredor interno.
O ex-presidente Fernando Collor de Mello experimentou cenários distintos durante o cumprimento de sua pena. Inicialmente, passou uma semana no presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em (AL).
Devido à idade e saúde, Collor migrou para a prisão domiciliar. O local de cumprimento da pena contrastava com o ambiente carcerário. O apartamento na orla da praia de Ponta Verde, em Maceió, apresentava uma cobertura duplex de 600 metros quadrados, com piscina privativa, bar e quatro suítes.
O imóvel foi avaliado pela Justiça do Trabalho em R$ 9 milhões em 2024.
O ex-presidente Michel Temer passou por duas sedes da Polícia Federal antes de ser solto. Inicialmente, ficou na Superintendência da PF no por quatro dias, em uma sala com cama, ar-condicionado e banheiro privativo.
Meses depois, foi detido na Superintendência da PF em (Lapa). Ele foi alocado em uma cela especial que, segundo o STF, devia oferecer condições adequadas de higiene e segurança. Temer permaneceu no local por uma semana.
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