Bolsonaro entra com novo recurso no STF em tentativa de reverter condenação
Jair Bolsonaro entra com novo recurso no STF para reavaliar condenação por tentativa de golpe. Defesa busca análise pelo plenário e questiona cerceamento de defesa
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) em uma tentativa de reavaliar a condenação por tentativa de golpe de Estado. O documento, disponível em formato PDF (680 kB), é um agravo regimental, um recurso contra a decisão anterior que considerou que os embargos infringentes apresentados pelos advogados tinham como objetivo principal retardar o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão.
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Possibilidade de Novo Julgamento
A defesa argumenta que, com apenas um voto contra a absolvição, já seria suficiente para que o caso fosse novamente analisado pelo plenário do STF. O regimento interno da Corte permite que decisões não unânimes sejam revistas, mesmo que a condenação tenha sido majoritária.
Isso significa que, com 11 ministros, a discordância de 4 deles poderia levar a um novo julgamento.
Argumentos da Defesa
Os advogados da defesa citam o voto do ministro Luiz Fux, que considerou o ex-presidente responsável por “organização criminosa armada” e “tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito”. Eles também apontam para o “dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado” como elementos da acusação.
A defesa alega que o ministro reconheceu o cerceamento de defesa.
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Requerimentos da Defesa
A defesa solicita que o recurso seja provido, reformando a decisão agravada e permitindo a análise dos embargos infringentes. Eles buscam reconhecer o cerceamento de defesa e declarar a nulidade do processo desde o recebimento da denúncia. A defesa também defende a incompetência da 1ª Turma para julgar o caso e pede que a análise seja feita no plenário do STF.
Restrições e Requerimentos Finais
Em dezembro de 2023, o STF havia determinado que a análise dos casos envolvendo Bolsonaro se restringisse às Turmas para não obstruir a pauta do plenário. A defesa, em seu novo recurso, requer a reconsideração da decisão agravada e a submissão do agravo regimental à apreciação do Plenário do STF, buscando o provimento do recurso.
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