Restrição de Visitas de Bolsonaro Irritam PL e Ampliam Busca por Prisão Domiciliar
A decisão do ministro Alexandre de Moraes de impedir o contato entre o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi interpretada por lideranças partidárias como um movimento para limitar a influência do grupo durante o período em que o ex-mandatário cumpre pena.
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A medida não mencionou riscos às investigações envolvendo Valdemar, que estão relacionadas à trama golpista.
O caso do senador Magno Malta, também incluído no pedido de restrição, gerou atenção devido a incidentes disciplinares, como a tentativa de acesso à unidade prisional sem a devida autorização. Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, permanece detido em uma sala do Complexo da Papuda, no Distrito Federal.
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Apesar de ter recebido autorizações pontuais, como ajustes no cronograma de visitas e caminhadas em áreas previamente definidas, a proibição do contato com Valdemar foi vista no PL como um ataque à estrutura de comando partidária. O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL), expressou sua preocupação com o impacto da medida.
“Sem dúvida nenhuma, atrapalha. O presidente Valdemar é o presidente do partido e Bolsonaro é o presidente de honra e é quem dá a última palavra na articulação política nos estados”, declarou Gilberto. O deputado enfatizou a importância da influência de Bolsonaro na organização da oposição.
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Em conversas com assessores, aliados de Bolsonaro mantêm a esperança de que a prisão não seja de longa duração. Gilberto expressou confiança na libertação do ex-presidente, atribuindo-a à fé religiosa. “Tenha certeza absoluta que nós iremos vencer essas batalhas.
Logo, logo o presidente estará solto. Eu tenho fé em Deus que isso vai ocorrer, o quanto antes”, afirmou.
Enquanto isso, membros da oposição intensificam os esforços junto ao ministro Gilmar Mendes, buscando a concessão de prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro, numa tentativa de flexibilizar as decisões de Moraes.
