Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é preso em operação da Polícia Federal em Brasília. Viaturas com características de difícil identificação chegaram ao condomínio Solar de Brasília
Na manhã de sábado (22), às 6h03, cinco viaturas da Polícia Federal, com características que dificultavam sua identificação, chegaram ao condomínio Solar de Brasília, localizado no Jardim Botânico. O objetivo era prender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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A ação ocorreu em Brasília, onde o sol já havia nascido.
O acesso à residência foi facilitado por um membro da família do ex-presidente, que atendeu ao toque do interfone e abriu o portão para os policiais da Diretoria de Inteligência (DIP). Bolsonaro estava no momento doito, em processo de se preparar para a detenção.
Relatos da CNN indicam que o ex-presidente já esperava a chegada da polícia, após ter causado danos à tornozeleira eletrônica que lhe fora imposta durante a madrugada. Diferentemente de um evento anterior, quando resistiu à busca e apreensão e proferiu a frase “suprema injustiça”, conforme relatos de policiais.
Após a apresentação do mandado de prisão, Bolsonaro não ofereceu resistência, simplesmente caminhou em direção à saída da residência.
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Um delegado da Polícia Federal solicitou que o ex-presidente preparasse uma mala com peças de vestuário. Bolsonaro colocou algumas roupas em uma mochila de acampamento, incluindo uma blusa de frio.
Na rua do condomínio, agentes da Polícia Federal do Comando de Operações Táticas (COT), uma unidade especializada que poderia ser acionada em caso de manifestações, estavam presentes. A presença visava garantir a segurança durante a operação.
Às 6h24, a viatura da Polícia Federal deixou o condomínio com Bolsonaro já preso. O comboio, composto por cinco veículos, transportou o ex-presidente até a Superintendência da Polícia Federal, localizada na Asa Sul de Brasília.
Exatamente às 6h35, Bolsonaro chegou preso ao prédio da PF, conforme registrado pela CNN Brasil. A viatura utilizada não possuía vidro escuro. O primeiro veículo era ocupado por policiais do COT, com balaclavas cobrindo os rostos.
Após o exame de corpo de delito, que durou aproximadamente dez minutos, Bolsonaro foi conduzido a uma sala para a remoção da tornozeleira eletrônica danificada. Em seguida, foi encaminhado à cela onde permanece.
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