Ex-presidente busca conversão para prisão domiciliar humanitária
A defesa do ex-presidente Bolsonaro apresentou nesta segunda-feira (23.nov.2025) um pedido para que a sua prisão preventiva seja convertida em domiciliar humanitária. Segundo os advogados, a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica foi motivada por um quadro de “confusão mental”, decorrente do uso de medicamentos para os soluços.
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A manifestação foi apresentada ao STF (Supremo Tribunal Federal), após a audiência de custódia realizada na manhã do mesmo dia.
Durante a audiência, o ex-presidente negou qualquer intenção de fuga, afirmando que o episódio foi causado por uma “alucinação” provocada pelos medicamentos. Ele declarou ter tomado duas substâncias, Pregabalina e Sertralina, que interagiram de forma inadequada.
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O ex-presidente também relatou ter o sono “picado” e, por isso, utilizou um ferro de solda para tentar manipular a tornozeleira, alegando que tinha curso de operação desse tipo de equipamento.
A defesa argumenta que o ex-presidente estava sendo vigiado de forma permanente por agentes da Polícia Federal em frente à sua residência, e que a situação se resumia a um quadro de saúde delicado. A defesa enfatiza que o uso de medicamentos, a idade avançada e o estresse a que o ex-presidente estava submetido podem ter contribuído para o ocorrido.
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A defesa também ressaltou que o uso do ferro de solda, em vez de tiras, não representou uma tentativa de rompimento da pulseira.
Após a audiência, o STF manteve a prisão preventiva, considerando que o vídeo da tentativa de romper a tornozeleira eletrônica embasou o despacho de prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes. A decisão individual de Moraes será submetida à 1ª Turma do STF na segunda-feira (24.nov), em julgamento eletrônico.
A expectativa é de confirmação unânime da ordem de prisão preventiva.
