Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão trabalhando ativamente para conseguir a aprovação de uma prisão domiciliar para o ex-presidente. A estratégia visa garantir que ele possa retornar para casa sob condições especiais. A equipe de Bolsonaro acredita ter identificado o apoio de cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nessa causa: o presidente da Corte, Edson Fachin, e os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
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Ministro Resistente e a Decisão Crucial
Apesar do cenário que parece favorável à direita, o ministro Alexandre de Moraes, conhecido como “algoz” de Bolsonaro, continua sendo o principal obstáculo. Ele se mostra resistente à ideia de uma prisão domiciliar. A situação é delicada, considerando que a Corte possui apenas 10 ministros em atividade, devido à aposentadoria de Luís Roberto Barroso, e a possibilidade de uma decisão pode impactar significativamente o cenário político.
A Busca por Apoio e Pressão no Congresso
O grupo de aliados de Bolsonaro está buscando apoio em diferentes frentes. A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também estão envolvidos na causa. Tarcísio de Freitas está em Brasília nesta quarta-feira e será recebido por Moraes, Gilmar, Toffoli e Cristiano Zanin no Supremo, mas a pauta da reunião é diferente do que se esperava.
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Novo Pedido e Argumentos da Defesa
No Congresso Nacional, senadores aliados do ex-presidente continuam se movimentando para pressionar os ministros. A defesa de Bolsonaro está preparando um novo pedido de prisão domiciliar, com base em um laudo recente da Polícia Federal (PF). O documento indica que Bolsonaro necessita de cuidados constantes, o que dificulta a manutenção de sua custódia no sistema prisional.
A PF não determinou a necessidade de prisão domiciliar, mas recomendou adaptações na cela para evitar novos acidentes.
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Laudo da Polícia Federal e Condições de Saúde
O laudo da PF detalha as comorbidades de Bolsonaro, como pressão alta, obesidade, apneia do sono, artérias entupidas e refluxo. Apesar dessas condições, o laudo afirma que elas estão sob controle, graças a medicamentos e equipamentos como o CPAP.
Além disso, o exame nega diagnósticos mais graves sugeridos por médicos da defesa, como pneumonia bacteriana, anemia por deficiência de ferro, depressão ou sarcopenia. A defesa argumenta que é impossível oferecer o acompanhamento necessário no cárcere.
