Defesa de Bolsonaro busca novamente acesso de fisioterapeuta à Superintendência da Polícia Federal. Ministro Alexandre de Moraes rejeita pedido.
A defesa do ex-presidente solicitou novamente, na quarta-feira (3 de dezembro de 2025), a autorização para que o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas tenha acesso à Superintendência da Polícia Federal, onde o ex-chefe do Executivo cumpre pena.
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A solicitação anterior foi negada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Na terça-feira (2 de dezembro), Moraes permitiu que Bolsonaro recebesse visitas do seu médico cardiologista, Brasil Ramos Caiado, sem a necessidade de comunicação prévia. A defesa também pediu a entrada do fisioterapeuta, mas o ministro rejeitou.
A decisão estabelece que sessões de fisioterapia só podem ser realizadas com indicação médica e autorização judicial.
O juízo determinou que a realização de fisioterapia, quando houver indicação médica, seja previamente autorizada e agendada de acordo com as regras da Superintendência da Polícia Federal.
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A defesa argumenta que o atendimento fisioterapêutico é essencial para “preservar a estabilidade sintomática e a capacidade funcional mínima”, considerando o estado de saúde de Bolsonaro, de 70 anos, que possui histórico de cirurgias intestinais e enfrenta problemas como “soluços persistentes, crises de vômito, limitação funcional e comprometimento respiratório”.
Os advogados da defesa enfatizam que o ex-presidente já realizava sessões de fisioterapia durante a prisão domiciliar, com um acompanhamento semanal pelo fisioterapeuta Kleber Freitas. Eles destacam que o tratamento era contínuo e atuava diretamente no manejo das crises gastrointestinais e respiratórias.
A defesa ressalta que a intervenção fisioterapêutica contribuía para a diminuição da frequência e intensidade dos episódios de soluço e vômito, favorecia a mobilidade diafragmática, prevenia complicações pulmonares e mantinha o condicionamento físico necessário para evitar o declínio de sua performance.
A defesa destaca que, em pacientes idosos com histórico cirúrgico complexo, o tratamento interrompido pode levar a um declínio rápido e difícil de reverter.
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