Alexandre de Moraes autoriza acesso de aliados de Bolsonaro ao STF. Lista inclui Sóstenes Cavalcante e Padre Kelmon. Ex-presidente busca acompanhamento jurídico
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, uma solicitação formal para autorizar o acesso de diversos aliados ao edifício do STF. Os pedidos foram formalizados nesta sexta-feira, 21 de novembro de 2025.
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A equipe jurídica do ex-presidente buscou a permissão para que 15 indivíduos, incluindo o líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o sacerdote Kelmon Luis Souza, conhecido como Padre Kelmon, pudessem realizar visitas.
A lista de pessoas que solicitaram o contato com o ministro inclui a deputada federal (PL-SC), o senador e líder do PL (RJ), Tiago Pavinatto Gonçalves, advogado e comentarista, o ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, a deputada federal (PL-DF), o sacerdote e ex-candidato à presidência, o deputado federal (PL-ES), o deputado federal (PL-RS), o deputado federal conhecido como “Delegado Caveira” (PL-PA), o secretário estadual do Partido Liberal no Estado do Rio de Janeiro, um jornalista da Revista Oeste, o prefeito de Cuiabá, o ex-secretário Especial de Assuntos Estratégicos e um almirante da Marinha.
Além destes, o advogado Sebastião Coelho também fez parte da solicitação.
Os advogados de Bolsonaro argumentaram que, considerando o cargo de “Presidente de Honra do Partido Liberal”, o ex-presidente necessita de acompanhamento constante das questões administrativas e pessoais. A defesa solicitou, ainda, que o assessor da presidência do PL, Marcus Antonio Machado Ibiapina, pudesse realizar visitas recorrentes em dias úteis, sem a necessidade de autorização prévia.
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A equipe jurídica do ex-presidente enfatizou a importância de uma possível visita específica de Ibiapina, caso a solicitação de acesso recorrente não seja atendida.
A solicitação de visitas ocorre em um momento em que Bolsonaro está sob monitoramento judicial, com uma tornozeleira eletrônica e proibição de uso de redes sociais ou recebimento de visitantes sem autorização judicial. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a organização responsável pela trama golpista, mas ainda não iniciou o cumprimento da pena, pois o processo ainda não transitou em julgado.
A defesa do ex-presidente apresentou embargos de declaração contra a decisão do STF, mas o recurso foi rejeitado por unanimidade.
A defesa do ex-presidente tem até a segunda-feira, 24 de novembro de 2025, para entrar com novos recursos contra a decisão da Corte. A solicitação de visitas se soma a uma série de outras autorizadas anteriormente pelo ministro Alexandre de Moraes, que incluem governadores de outros partidos, como o PL, o União Brasil e o Republicanos, além do deputado federal (PP) e o secretário licenciado de Segurança Pública paulista.
A última visita autorizada foi em 11 de dezembro de 2025.
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