Boletim dos Cientistas Atômicos avisa: Relógio do Juízo Final marca 85 segundos para a meia-noite! Ajuste histórico aponta para riscos nucleares e climáticos com EUA, Rússia e China
O Boletim dos Cientistas Atômicos anunciou, na terça-feira, 27 de janeiro de 2026, uma atualização significativa em seu “Relógio do Juízo Final”. O relógio, um indicador simbólico da proximidade da humanidade com um evento apocalíptico, foi ajustado para 85 segundos para a meia-noite.
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Este novo valor representa a pior marca registrada até o momento, superando os 89 segundos de 2025 e os 90 segundos de 2024.
Criado em 1947, após a Segunda Guerra Mundial, o relógio tem servido como um alerta constante. Ele é monitorado pelo Boletim e avalia tanto ameaças nucleares quanto mudanças climáticas, visando promover debates sobre a segurança global. O instrumento não é uma previsão científica precisa, mas sim um catalisador para discussões sobre riscos existenciais.
O conselho de segurança do Boletim justificou o avanço do ponteiro devido ao aumento da agressividade e do nacionalismo de potências como os Estados Unidos, a Rússia e a China. O relatório aponta que o colapso de acordos globais e a falta de liderança política estão minando a cooperação necessária para enfrentar ameaças existenciais.
O ano de 2025 foi marcado pela intensificação de tendências negativas que anularam esforços de desnuclearização. Conflitos na Ucrânia e confrontos entre Índia e Paquistão elevaram o risco de escalada. No Oriente Médio, ataques contra instalações iranianas em junho aumentaram a incerteza sobre o programa atômico de Teerã.
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Além disso, a corrida armamentista, com a expansão de ogivas na China e a modernização de sistemas na Rússia e nos EUA (incluindo o projeto Domo de Ouro), contribuiu para o aumento do risco.
O cenário ambiental também impulsionou o avanço do relógio. 2024 foi o ano mais quente em 175 anos, e 2025 manteve a tendência, com eventos extremos no Amazonas, na Sibéria e no Sahel. Um dos alertas mais graves diz respeito aos avanços na biologia sintética, especialmente o desenvolvimento da chamada “Vida espelho” (Mirror Life).
Cientistas alertam que a criação em laboratório de sistemas biológicos com quiralidade invertida – moléculas que são imagens espelhadas das encontradas na natureza – apresenta um risco existencial sem precedentes.
A Inteligência Artificial também foi um fator determinante. A IA facilita o design de novos patógenos químicos e biológicos por atores não estatais, e está destruindo a base da confiança pública. O uso massivo de deepfakes e campanhas de desinformação altamente sofisticadas paralisam a capacidade das nações de chegar a consensos sobre fatos científicos básicos, tornando quase impossível uma resposta global coordenada a crises climáticas ou de saúde.
O Boletim sugere medidas urgentes para afastar o relógio da meia-noite, incluindo a retomada do diálogo nuclear entre as grandes potências, regulações rigorosas para IA e biotecnologia, e a redução drástica no uso de combustíveis fósseos.
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