O Banco Central do Japão (BOJ) manteve sua taxa básica de juros em 0,75% na sessão de 23 de maio. Essa decisão reflete uma estratégia de normalização monetária gradual, em resposta a persistentes sinais de inflação, enquanto o país se prepara para eleições antecipadas.
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A projeção de crescimento para o ano fiscal até março de 2026 foi revisada para cima, de 0,7% para 1%, com uma expectativa ainda maior para o ano fiscal seguinte, agora estimada em 1%, em vez dos 0,9% inicialmente previstos.
Expectativas de Inflação e Crescimento
O BOJ acredita em um ciclo de aumento de salários e preços, impulsionado por medidas governamentais e condições financeiras favoráveis. Apesar de uma inflação “core-core” de 2,9% (excluindo alimentos frescos e energia), e uma inflação principal de 2,1% (o mais baixo desde março de 2022), que persiste acima da meta por 45 meses consecutivos, a autoridade monetária mantém sua postura cautelosa.
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Pressões Cambiais e Políticas Econômicas
O iene japonês apresentou desvalorização de 4,6% em outubro, em meio a altos rendimentos dos títulos públicos, que atingiram máximas em décadas, levando a uma saída de capital. A política fiscal expansionista defendida por Takaichi, com um orçamento recorde de US$ 783 bilhões para o próximo exercício fiscal e um pacote de estímulo de US$ 135 bilhões em 2025, contribui para o cenário.
Impactos nos Mercados Financeiros
O índice Nikkei 225 avançou 0,2% em reação à decisão do BOJ. O iene fechou em 158,64 por dólar. As bolsas asiáticas, incluindo Kospi (+0,6%), Hang Seng (+0,3%) e Shanghai Composite (+0,3%), operaram em alta. Nos Estados Unidos, os índices S&P 500 (+0,5%), Dow Jones (+0,6%) e Nasdaq (+0,9%) também registraram avanços, após a suspensão de tarifas sobre países europeus.
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O petróleo Brent subiu para US$ 64,60, e o ouro manteve-se próximo a US$ 5.000, com alta de 0,8%.
