Boeing supera Airbus com aumento expressivo de encomendas! A fabricante norte-americana registrou 1.075 pedidos de aeronaves, superando a Airbus. Christian Scherer destaca apoio político à Boeing
A Boeing alcançou um marco significativo em 2025, registrando um volume de encomendas de aeronaves comerciais superior ao da Airbus, um desempenho que não ocorria desde 2018. A fabricante norte-americana reportou 1.075 pedidos brutos, já descontados cancelamentos e conversões, contra as 1.000 encomendas da empresa europeia no mesmo período.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa recuperação consolidou a Boeing, que elevou sua carteira oficial de pedidos para 6.130 aeronaves até o final de dezembro.
O desempenho da Boeing foi impulsionado por uma série de fatores. A empresa conseguiu aumentar o total anual de entregas para 600 aviões comerciais, o maior volume desde 2018. A chegada de Kelly Ortberg ao comando, em agosto de 2024, contribuiu para estabilizar a companhia, fortalecendo as finanças, melhorando as relações industriais e trazendo maior previsibilidade à produção do 737 Max.
Autoridades regulatórias reconheceram os avanços da Boeing: em setembro, a Federal Aviation Administration (FAA) autorizou a emissão de certificados de aeronavegabilidade para os modelos 737 Max e 787 Dreamliner, algo que não ocorria desde 2019 e 2022.
Em seguida, o órgão elevou o teto de produção mensal do 737 Max de 38 para 42 unidades. O movimento de recuperação se refletiu no mercado financeiro, com um aumento de 2,7% nas ações da Boeing em uma única sessão e uma valorização acumulada de quase 45% em 12 meses.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A Boeing também se beneficiou de um contexto político favorável, com países buscando fortalecer relações comerciais com os Estados Unidos, muitas vezes sob a ameaça de tarifas elevadas. A Qatar Airways confirmou um acordo para até 210 aviões, incluindo 130 Dreamliners e 30 modelos 777X, avaliado em US$ 96 bilhões.
O Japão e a Coreia do Sul também fizeram encomendas significativas, impulsionadas por reuniões entre seus líderes e o presidente dos Estados Unidos.
Apesar dos avanços, a Boeing ainda enfrenta desafios. No último balanço, a empresa registrou um prejuízo líquido de US$ 5,34 bilhões no 3º trimestre de 2025, uma queda de 12% em relação ao mesmo período de 2024. Christian Scherer, chefe da divisão de aviação comercial da Airbus, reconheceu o apoio político que a Boeing recebeu durante esse período.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!