Financiamento Bilionário para Melhorias em Rodovias do Paraná
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, a aprovação de um financiamento de R$ 9,2 bilhões para obras de duplicação e melhorias em rodovias do oeste e sudoeste do Paraná.
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Os recursos serão destinados à concessionária responsável pelas Rodovias Integradas do Paraná.
O projeto abrangente visa intervir em 662 quilômetros de estradas, incluindo trechos das BR-163 e BR-277, além das rodovias estaduais PR-158, PR-180, PR-182, PR-280 e PR-483. Também estão incluídas as pontes Tancredo Neves, da Amizade e a nova ligação Brasil–Paraguai.
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A concessionária formalizou o lote de obras em dezembro de 2024. O financiamento representa um marco importante para a infraestrutura logística do estado.
Segundo o presidente do BNDES, a iniciativa alinha-se com a estratégia do governo federal de ampliar a infraestrutura logística e impulsionar a competitividade econômica. “O projeto atende à determinação do presidente Lula de beneficiar a população e a economia de cidades importantes da região sudoeste do Paraná, como Foz do Iguaçu, Cascavel, Guarapuava, Francisco Beltrão e Pato Branco, além de levar melhorias para a rota de escoamento da produção agrícola do estado e do sul do Mato Grosso do Sul pelos portos do Paraná, em especial o porto de Paranaguá”, afirmou por meio de nota.
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As obras beneficiarão diretamente cidades como Foz do Iguaçu, Cascavel, Guarapuava, Francisco Beltrão e Pato Branco, além de fortalecer o escoamento da produção agrícola do Paraná e do sul do Mato Grosso do Sul em direção aos portos paranaenses, especialmente o de Paranaguá.
O projeto inclui a construção de dois contornos urbanos (Lindoeste e Marmeleiro), além de viadutos, áreas de escape e faixas adicionais. Também serão implantadas 87,1 km de vias marginais e 31,4 km de faixas extras, além de 38 passarelas, ciclovias, pontos de ônibus e melhorias de acessos. A segurança ambiental também será reforçada com passagens de fauna, barreiras acústicas e dispositivos de segurança.
O financiamento foi estruturado em um modelo de project finance, onde o pagamento da dívida depende da geração de receita da própria concessão. Do total aprovado, R$ 8,6 bilhões virão da emissão de debêntures incentivadas, a maior do tipo registrada em 2025, e R$ 605 milhões serão provenientes de crédito direto do BNDES, através da linha Finem.
O investimento total da concessão soma R$ 12,7 bilhões até 2034, com expectativa de geração de mais de 25 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação.
