Bitcoin e Ethereum em queda acentuada! O “Inverno Cripto” retorna em 2026 com Bitcoin caindo 45% e Ethereum em 18%. Especialistas alertam: falta de liquidez e aversão ao risco impulsionam a correção. Kevin Warsh no Fed intensifica a pressão sobre criptoativos. Será que o Bitcoin vai para US$ 60 mil? Descubra o cenário de sobrevivência do mercado!
O inverno parece ter retornado para o mercado de criptomoedas. Nos primeiros dias de fevereiro de 2026, o setor entrou em uma fase defensiva, marcada por quedas significativas, rompimento de importantes níveis de suporte e uma rápida deterioração do sentimento geral.
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Bitcoin e Ethereum, que haviam acumulado ganhos consideráveis em 2025, voltaram a perder boa parte desses lucros, reacendendo o debate sobre a possibilidade de um novo “Inverno Cripto” entre analistas e especialistas.
A correção do mercado ganhou força ao longo da semana, sendo interpretada não como um ajuste pontual, mas como uma mudança de regime. Fatores como a menor liquidez global, a saída de capital institucional e o aumento da aversão ao risco contribuíram para essa percepção.
O Ethereum, por exemplo, recuou cerca de 18%, negociado na faixa de US$ 1.900 a US$ 2.100, bem abaixo da média móvel de 200 dias. Paralelamente, altcoins como Solana registraram perdas superiores a 25% no período.
A intensidade do movimento chamou a atenção após o Bitcoin registrar sua pior semana em mais de três anos. O ativo chegou a recuar cerca de 45% em relação à máxima histórica de US$ 126.273, registrada em outubro de 2025. O Ethereum acumulou uma desvalorização ainda maior frente ao seu pico. “O Bitcoin está despencando e os investidores estão em pânico”, escreveu Anthony Pompliano, um dos principais defensores do mercado cripto, em uma publicação durante a semana.
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Michael Novogratz, CEO da Galaxy Digital, destacou que o episódio se diferencia de ciclos anteriores pela ausência de um gatilho claro. Diferentes especialistas apontaram para a migração de capital para outras apostas especulativas, como inteligência artificial e mercados de previsão, além do impacto da expansão de ETFs e derivativos ligados ao Bitcoin.
Outro fator relevante é o cenário macroeconômico, com a escolha de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed) aumentando a percepção de uma autoridade monetária mais rigorosa no combate à inflação e mais favorável a um dólar forte.
Juros elevados e uma moeda americana valorizada tendem a reduzir a atratividade de ativos alternativos, como criptomoedas. Apesar disso, Warsh já declarou publicamente que o Bitcoin pode funcionar como um “termômetro da política econômica”, ao refletir acertos e erros das decisões monetárias.
Para Ki Young Ju, CEO da CryptoQuant, a demanda institucional perdeu força de forma abrupta. “A demanda institucional que sustentou o Bitcoin acima de US$ 90 mil em janeiro simplesmente evaporou”, afirmou. Segundo ele, se não houver reação no suporte de US$ 60 mil, o mercado pode buscar níveis ainda mais baixos.
A Bernstein reconheceu a severidade do momento, mas manteve uma leitura construtiva para o longo prazo. “Não estamos vendo o fim das criptomoedas, mas sim a grande desalavancagem de 2026”, escreveram os analistas da casa. A Glassnode descreveu o momento como um “inverno estrutural”, ao apontar que métricas on-chain entraram em zonas de estresse profundo e que a retomada da acumulação tende a ocorrer apenas após a limpeza total das posições alavancadas.
Apesar do pessimismo no curto prazo, parte do mercado avalia que este ciclo pode ser menos destrutivo do que os anteriores, já que a infraestrutura é mais forte, a adoção de stablecoins continua crescendo e o interesse institucional não desapareceu, apenas ficou em espera.
Investidores de varejo reduziram exposição, grandes fundos aguardam sinais mais claros do Federal Reserve e o mercado opera em modo de sobrevivência. O termo “Inverno Cripto” voltou ao centro da discussão — desta vez, menos associado a um choque isolado e mais a uma mudança estrutural no equilíbrio entre liquidez, risco e expectativas globais.
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