Bitcoin Conclui Semana em Queda, Mantém Pressão de Venda
A criptomoeda mais valiosa do mundo encerrou a sessão desta sexta-feira, 6, com uma trajetória de queda, consolidando uma semana de pressão vendedora. Desde o seu pico histórico em agosto de 2025, o bitcoin registrou uma desvalorização que chegou a levar o preço para cerca de US$ 60 mil.
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Atualmente, o bitcoin é negociado em US$ 67.342, apresentando um aumento de 1,4% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap.
O desempenho negativo se estende a uma queda de mais de 18% nos últimos sete dias. O Índice de Medo e Ganância, ferramenta utilizada para medir o sentimento do mercado cripto, atingiu um nível de 9 pontos, indicando “medo extremo”. A situação reflete a cautela dos investidores diante das oscilações do mercado.
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Análises apontam que a correção do bitcoin se intensificou após o vencimento de opções com um volume de aproximadamente US$8,5 bilhões em janeiro. A quebra do suporte em US$81,9 mil desencadeou uma série de liquidações, com fechamento forçado de posições alavancadas e chamadas de margem no mercado futuro.
Segundo Taiamã Demaman, analista-chefe da Coinext, esse cenário se alinhou a um ambiente macroeconômico defensivo, com a valorização de ativos considerados seguros, como ouro e prata, impulsionando a saída de capital de ativos mais voláteis, como o bitcoin.
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Demaman ressaltou que a perda da zona dos US$73 mil, um antigo suporte de curto prazo, consolidou a tendência de baixa. Para uma possível reversão, o preço precisaria recuperar e sustentar-se acima desse nível, o que não ocorreu. O analista acredita que a região dos US$61 mil pode atuar como um suporte intermediário, com possíveis tentativas de defesa por parte dos compradores.
Caso a pressão vendedora continue, o próximo suporte relevante seria em US$55 mil, considerado o fundo do bitcoin nesse período de baixa (bear market). A análise aponta para uma fase de correção, sem sinais claros de reversão no médio prazo, exigindo cautela e foco na proteção do capital.
Estratégias de compra gradual, como o DCA (Dollar-Cost Averaging), ganham relevância à medida que o preço cai e se aproxima de suportes considerados “fundos” do ciclo, que podem representar bons pontos de entrada para quem foca no longo prazo.
