O Bitcoin enfrentou uma semana turbulenta, registrando sua maior queda semanal desde março de 2025. O recuo de aproximadamente 11% gerou preocupações entre os investidores, levantando a possibilidade de um novo período de baixa no mercado de criptomoedas, conhecido como “inverno cripto“.
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No entanto, a análise histórica do ativo sugere que essa correção pode ser apenas uma parte de um movimento mais amplo antes de se estabilizar em um nível de suporte.
A Média Móvel de 200 Semanas como Indicador
Um dos principais pontos de observação do mercado é a média móvel de 200 semanas, um indicador amplamente utilizado para avaliar o momentum de longo prazo do Bitcoin. Em ciclos anteriores, essa média tem atuado como um ponto de apoio, marcando o fundo de quedas prolongadas.
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Atualmente, a média móvel está em torno de US$ 57.926, representando uma queda de aproximadamente 25% em relação aos preços recentes, o que tem atraído a atenção de analistas que buscam um possível suporte.
Histórico e Indicadores Técnicos
Análises históricas revelam que o Bitcoin seguiu padrões semelhantes em ciclos anteriores, como nos mercados de baixa de 2015, 2019 e 2022. Em 2015, o ativo se manteve próximo de US$ 200, respeitando a média móvel como um suporte. Da mesma forma, em 2018 e 2019, o suporte ficou próximo de US$ 3 mil, funcionando como referência.
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A quebra da média móvel em 2022, com o Bitcoin caindo abaixo de US$ 22 mil, historicamente sinalizou o início de fases de baixa prolongadas.
Influência do Halving e Expectativas Futuras
O comportamento do Bitcoin também está ligado ao ciclo de quatro anos, influenciado pelo halving, que reduz a emissão do ativo pela metade a cada ciclo. Historicamente, o preço tende a atingir máximas no quarto ano do ciclo, como ocorreu em outubro de 2023, com um recorde de US$ 126 mil.
Desde então, o Bitcoin tem apresentado uma queda de cerca de 40%. A combinação da perda da Ichimoku Cloud e a proximidade da média móvel de 200 semanas reforça a expectativa de um período de ajuste no mercado.
Conclusão
Embora o futuro do Bitcoin seja incerto, a média móvel de 200 semanas continua sendo um indicador crucial, visto como um possível nível de estabilização. O mercado aguarda agora por sinais mais claros para determinar a direção futura do ativo.
