Bitcoin e Inflação: O que a análise histórica do iPhone revela sobre o ativo?

Bitcoin e inflação: análise histórica mostra como o criptoativo protege o poder de compra. Descubra o comparativo do iPhone em BTC!

24/04/2026 13:28

3 min

Bitcoin e Inflação: O que a análise histórica do iPhone revela sobre o ativo?
(Imagem de reprodução da internet).

Bitcoin e a Tese da Proteção Contra a Inflação

Uma das principais ideias por trás do bitcoin é sua capacidade de se defender contra a inflação. Isso ocorre porque o ativo foi programado com uma oferta limitada a 21 milhões de unidades e sua emissão depende do gasto de energia.

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Para ilustrar essa tese na prática, comparou-se o preço de um iPhone em dólares, reais e bitcoins ao longo dos últimos 17 anos, desde a criação do criptoativo.

Comparativo de Preços: Um Olhar Histórico

Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, analisou o custo do smartphone da Apple no Brasil nas três moedas. Em dólares, o aparelho registrou um aumento de preço de 55% em 16 anos.

A comparação em reais foi igualmente expressiva, mostrando um aumento de 344% no preço do iPhone, do modelo 4 para o modelo 17. No entanto, o cenário em bitcoin foi notavelmente diferente.

O Desempenho do Bitcoin

Com o bitcoin, o iPhone não só manteve seu valor, como se tornou consideravelmente mais acessível. Em 2010, um entusiasta precisaria de 277 BTCs para comprar o celular. Atualmente, é necessário apenas uma pequena fração, especificamente 0,014 bitcoin, para adquirir o modelo mais recente.

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Proteção de Longo Prazo e Escassez do Ativo

Matheus Parizotto, analista-chefe de research, aponta que o custo do iPhone em bitcoin, caindo de centenas para uma fração mínima, não prova, isoladamente, que o bitcoin acompanha a inflação de maneira linear.

“O que essa comparação demonstra é algo ainda mais robusto: ao longo de sua trajetória, o Bitcoin não apenas preservou o poder de compra, mas o expandiu de forma muito significativa”, afirma Parizotto.

A Natureza do Bitcoin

Para o analista, o bitcoin oferece uma proteção de longo prazo contra a perda do poder de compra das moedas fiduciárias. A ênfase recai no longo prazo, visto que, como ativo de renda variável, ele pode sofrer perdas no curto prazo, inclusive em relação à inflação.

Contudo, uma métrica histórica do setor aponta que ninguém que manteve sua posição em bitcoin por mais de três anos registrou prejuízo. Parizotto explica que o ativo foi projetado para ter uma oferta escassa, previsível e finita, limitada a 21 milhões de unidades, com emissão decrescente via halvings.

Bitcoin Versus Moedas Fiduciárias

Essa característica faz com que o bitcoin funcione menos como um escudo contra a inflação mensal e mais como uma proteção contra a diluição monetária causada pela expansão da base de moeda. Enquanto os bancos centrais aumentam a inflação ao imprimir dinheiro, o bitcoin tende a se valorizar, pois seu controle não é governamental e não pode ser impresso.

Criptoativos e a Dolarização Moderna

Szuster explica que a recente desvalorização do dólar tornou os criptoativos mais acessíveis para o investidor brasileiro. Nesse cenário, mesmo quem não busca a volatilidade do bitcoin pode usar criptoativos para se proteger da inflação.

Uma alternativa são as stablecoins, criptomoedas cujo valor é atrelado a uma moeda soberana tradicional, como o dólar. As stablecoins atreladas ao dólar acompanham a cotação americana na paridade de 1:1.

Eficiência das Stablecoins

“A exposição ao dólar já faz parte do cotidiano, mesmo que indiretamente. Itens como combustível, alimentos e tecnologia têm preços influenciados pela moeda americana”, destaca Szuster.

Ele argumenta que, enquanto a dolarização sempre foi lógica, a execução sempre foi falha devido à burocracia, câmbio caro e dinheiro parado. As stablecoins, por outro lado, eliminam o controle de capital e oferecem negociação 24/7, tornando o processo muito mais eficiente.

Atualmente, no Brasil, as stablecoins representam cerca de 90% das transações cripto, com um volume que cresceu 480 vezes em seis anos, atingindo R$ 361 bilhões em 2025.

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