Bitcoin dispara após deposição de Maduro e tensões geopolíticas. A criptomoeda atingiu US$ 93 mil, impulsionada por eventos na Venezuela. Especialistas alertam para cautela e acompanham próximos eventos
Na segunda-feira, 5, o bitcoin experimentou um aumento significativo após um período de baixa atividade de preços no encerramento do ano. O movimento que elevou a maior criptomoeda do mundo de volta aos US$ 93 mil foi impulsionado pela recente deposição do presidente Nicolás Maduro, na Venezuela, como resultado de uma ação do governo norte-americano.
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Esse evento gerou impacto no mercado de criptoativos.
Apesar da recente alta, especialistas mantêm uma postura cautelosa. Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, observou que “Se houver continuidade da alta, o preço do bitcoin poderá buscar as resistências de curto e médio prazo, que estão nas regiões de liquidez dos US$ 94.5 mil e US$ 101.3 mil.
No entanto, caso entre fluxo vendedor e reverta o movimento, os suportes estão nas áreas de valor dos US$ 89.140 e US$ 82.2 mil”.
Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil, explicou que “O bitcoin voltou a operar acima de US$ 92.5 mil em meio ao aumento das tensões geopolíticas, com destaque para a situação da Venezuela. Declarações recentes do presidente dos Estados Unidos sobre um maior controle da indústria petrolífera venezuelana trouxeram o país novamente ao centro do debate, inclusive no mercado cripto.
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Há relatos de que a Venezuela possa deter entre 600 mil e 660 mil bitcoins, o que a colocaria entre os maiores detentores de bitcoin do mundo”.
Adicionalmente, “Os dados on-chain continuam construtivos, com saídas de bitcoin e ether das exchanges e a oferta de stablecoins em níveis recordes. No curto prazo, o mercado passa a olhar com mais atenção para níveis mais altos, com o bitcoin podendo avançar em direção à região dos US$ 105 mil, reforçando seu papel como um ativo relevante em um cenário global cada vez mais complexo”, concluiu o especialista.
Matheus Parizotto, analista de research da Mynt, plataforma cripto do BTG, destacou eventos importantes: “O mercado de criptoativos inicia 2026 em alta, com altcoins liderando o movimento. A continuidade desse rali deve depender especialmente destes eventos: 15/01 – MSCI (Digital Asset Treasuries): sai o resultado da consulta que pode excluir ações de empresas com 50%+ do balanço em ativos digitais dos índices acionários. O movimento pode gerar pressão vendedora ou, se não for aprovado, tirar um risco que vinha pesando sobre as cotações. 15/01 – CLARITY Act: A Comissão Bancária do Senado discute o principal projeto de lei para organizar a regulação do mercado de criptoativos. Se avançar de forma positiva, tende a aumentar segurança jurídica e facilitar a entrada institucional. Até 30/01 – Risco de novo shutdow nos EUA: como a resolução aprovada em novembro foi temporária, o financiamento de boa parte do governo vence em 30/01. Se a negociação travar, volta o ruído e a menor visibilidade de dados. Se for aprovado um acordo, o tema sai do radar”.
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