Bitcoin encerra novembro com desvalorização de 20% e cenário de risco. Analistas alertam para aversão ao risco e vendas por investidores.
O mês de novembro encerra com o pior desempenho mensal para o Bitcoin desde junho de 2022. A desvalorização acumulada ultrapassa os 20%, surpreendendo analistas e investidores, impulsionada principalmente por vendas de investidores de varejo. Se a tendência persistir, o ativo alcançaria o terceiro pior desempenho mensal desde 2021, ano marcado por uma queda de mais de 30% em julho, em meio à pandemia de Covid-19.
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A instabilidade do mercado cripto se estendeu a outros ativos. Em junho de 2022, observou-se a falência de diversas empresas e uma queda significativa nos preços. A criptomoeda Luna e a Terra, pareada ao dólar, também sofreram perdas consideráveis.
Em 2025, o mercado cripto apresenta um cenário diferente, com menos falências e colapsos de projetos. A adoção institucional está em crescimento, e o avanço regulatório é considerado positivo para o setor. No entanto, essa combinação não foi suficiente para sustentar uma valorização prolongada dos criptoativos.
A queda do Bitcoin começou no final de outubro de 2025, após o ativo atingir um novo recorde no início do mês. Inicialmente, a análise apontava para uma correção de preço típica após uma alta intensa, com realização de lucros por parte dos investidores.
Contudo, o quadro se deteriorou rapidamente.
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No acumulado dos últimos 30 dias, a criptomoeda registrou perdas de 22,9%, conforme dados da plataforma CoinGecko. Nos últimos 12 meses, a queda é de 11,9%, o que significa que o ativo já recuperou todos os ganhos obtidos ao longo de 2025.
Especialistas apontam que a queda intensa do Bitcoin reflete uma aversão a riscos no mercado, com investidores aguardando sinais concretos sobre a política de juros dos Estados Unidos e a incerteza sobre o número e a intensidade dos cortes esperados.
Além disso, investidores antigos da criptomoeda aceleraram um movimento de vendas intensas, buscando realizar lucros.
Investidores institucionais também reduziram a exposição ao ativo, contribuindo para o pessimismo no segmento de investidores de varejo e gerando uma “bola de neve” de vendas. Com isso, o Bitcoin rompeu suportes de preço, com cada queda levando mais investidores a se desfazerem do ativo para mitigar perdas.
Após cair para US$ 80 mil, a criptomoeda experimentou uma recuperação parcial e atualmente é negociada na casa dos US$ 85 mil, indicando que alguns investidores aproveitam o momento para adquirir o ativo a um preço mais vantajoso.
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