Bitcoin: De P2P a ativo estratégico! Com US$ 2 trilhões em capitalização, o Bitcoin é debatido globalmente. Evolução desde 2008 até 2025, com déficits e dívidas elevadas, impulsiona a adoção institucional e ETFs como o IBIT da BlackRock
Em 2008, um documento de nove páginas propôs um sistema de “dinheiro eletrônico de ponto a ponto (P2P)”. Dezesseis anos depois, essa ideia saiu do nicho de entusiastas de criptografia e se tornou relevante para portfólios institucionais. Atualmente, o Bitcoin possui mais de US$ 2 trilhões em capitalização de mercado e está sendo debatido publicamente.
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A ascensão do Bitcoin reflete uma mudança no cenário econômico global, onde a escassez e a previsibilidade da oferta são cada vez mais valorizadas.
Em 2008, a crise financeira global, desencadeada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, levou ao colapso do sistema financeiro. A falta de confiança, a travessia do crédito interbancário e a falência do Lehman Brothers aceleraram o risco de uma crise ainda maior.
Governos e bancos centrais tentaram evitar o colapso com resgates, liquidez abundante e dinheiro barato. Em 2025, a situação mudou. Governos, em vez de salvar bancos, continuam financiando déficits crescentes, aumentando suas dívidas e emitindo dinheiro.
Nos Estados Unidos, o déficit do ano fiscal de 2025 é de cerca de US$ 1,7 trilhão, e a dívida total já supera US$ 38 trilhões.
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A ideia de um dinheiro escasso e de oferta previsível se tornou mais importante do que nunca, e o Bitcoin dialoga diretamente com essa preocupação. Em outubro, o preço do Bitcoin renovou a máxima histórica acima de US$ 125 mil e a capitalização de mercado segue acima dos US$ 2 trilhões.
O poder computacional opera na casa de 1,14 bilhão de TH/s (terahashes por segundo), consolidando o Bitcoin como a rede mais segura do mundo. Mais de 23 mil nodes mantêm uma cópia do blockchain, garantindo alto nível de descentralização e evitando interrupções no seu funcionamento.
Nos veículos de investimento, os ETFs à vista somam mais de US$ 150 bilhões em ativos, com o IBIT, da BlackRock, à beira de US$ 100 bilhões sozinho. Do lado corporativo, o valor alocado em tesourarias de empresas já ultrapassa US$ 100 bilhões, liderado por casos como a Strategy.
A política monetária, em economias com déficits crescentes e dívidas em alta, oscila conforme indicadores econômicos e pressões políticas. O Bitcoin opera em outra lógica: a emissão por bloco está em 3,125 BTC desde o halving de abril de 2024, e os halvings acontecem a cada quatro anos, com uma oferta total limitada a 21 milhões.
Em um mundo de moeda inflacionária e déficits persistentes, um ativo de escassez programada ganhou espaço como reserva de valor de longo prazo. A estrutura atual, com ETFs líquidos e presença em balanços corporativos, ajuda a traduzir essa tese em prática.
O resultado é um perfil de demanda mais paciente, com alocadores institucionais que pensam em anos ou até mesmo décadas, não em dias ou semanas. A ideia de um dinheiro ponto a ponto (P2P) evoluiu para um ativo estratégico em carteiras de instituições financeiras, governos e empresas.
O Bitcoin combina a lógica do ouro com atributos digitais que o metal não tem: auditoria aberta, transportabilidade global, divisibilidade extrema e liquidação contínua.
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