Bicicleta supera automóveis e ônibus no Desafio Intermodal do IFC, destacando-se pela eficiência e rapidez da viagem.
O Instituto Federal do Estado do Rio de Janeiro (IFC) tem promovido um desafio inovador: o Desafio Intermodal, que avalia a eficiência de diferentes meios de transporte urbano. O objetivo é identificar as melhores práticas e inspirar políticas públicas mais sustentáveis e eficientes.
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A eficiência no transporte urbano não se limita à velocidade. O IFC considera cinco fatores para calcular o índice global de eficiência:
O tempo gasto para completar uma viagem.
O valor gasto para realizar a viagem.
A quantidade de gases poluentes liberados.
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O nível de ruído gerado pelo transporte.
A quantidade de energia utilizada.
Desde a primeira edição do Desafio, em 2023, a bicicleta se destacou consistentemente como o modal mais eficiente. Em um trajeto de aproximadamente 6 quilômetros, a bicicleta superou outras opções, como motocicletas e carros particulares, considerando todos os fatores de eficiência.
Um relatório acadêmico do IFC, intitulado “I Desafio Intermodal IFC: uma estratégia de análise de mobilidade urbana”, demonstra a consistência do desempenho da bicicleta. Os resultados revelam:
| Modalidade | Tempo total | Velocidade média | Índice de eficiência (tempo) |
|—|—|—|—|
| Moto | 17 min | 23,4 km/h | 92,6% |
| Bicicleta | 20 min | 14,9 km/h | 90,9% |
| Carro particular | 40 min | 9,6 km/h | 82,3% |
| Ônibus | 49 min | 9,1 km/h | 78,6% |
| A pé | 60 min | 4,9 km/h | 73,7% |
Embora a motocicleta tenha ficado ligeiramente à frente em tempo, a bicicleta obteve um desempenho superior, considerando o custo e o impacto ambiental.
Os resultados do Desafio Intermodal reforçam uma tendência global: a mobilidade ativa está ganhando espaço nas políticas urbanas. Além de aliviar o trânsito, o uso da bicicleta reduz emissões de carbono e melhora a saúde dos usuários. Segundo dados da ONU-Habitat, se 10% das viagens urbanas fossem feitas por bicicleta, haveria uma redução de até 7% nas emissões de CO₂ nas cidades de médio porte.
Os organizadores do IFC destacam que o desafio não busca apenas medir o desempenho, mas inspirar melhorias urbanas. Ciclovias conectadas, bicicletários e incentivos fiscais para bicicletas elétricas são caminhos apontados pelos estudos. Além disso, o uso do ônibus, mesmo que mais lento, pode se tornar mais eficiente em massa ou em versões elétricas, superando carros elétricos em cenários simulados.
O Desafio Intermodal IFC Camboriú reafirma o papel da bicicleta como o transporte urbano do futuro. Ela combina agilidade, baixo custo e sustentabilidade, superando carros, ônibus e tecnologias elétricas emergentes. Mais do que uma competição, o projeto serve como um retrato da mobilidade nas cidades brasileiras, lembrando que a eficiência urbana pode caber em duas rodas.
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