BHP vê recurso negado em caso de rompamento da barragem do Fundão. Alta Corte de Londres confirma responsabilidade da BHP no desastre de Mariana (MG).
A BHP (BHP.AX) viu seu pedido de recurso ser negado pela Alta Corte de Londres nesta segunda-feira (19). A decisão confirma a responsabilidade da empresa pelo rompimento da barragem do Fundão, ocorrido em Mariana, Minas Gerais, em 2015. O processo, conduzido em Londres, possui um potencial valor de dezenas de bilhões de libras.
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Em novembro, a Alta Corte já havia determinado que a BHP era responsável pelo desastre. A barragem, de propriedade e operada pela joint venture Samarco (da Vale – VALE3.SA), rompeu-se, desencadeando uma onda de lama tóxica. A situação gerou consequências devastadoras para a região.
A BHP informou que buscará um recurso direto no Tribunal de Apelações. A empresa reafirmou seu compromisso em defender suas posições durante o andamento da ação judicial. A empresa acredita que o Brasil é o local mais adequado para garantir uma compensação justa às vítimas.
Os advogados dos demandantes estimaram que o valor total do processo pode chegar a 36 bilhões de libras (aproximadamente US$ 48,26 bilhões). A fase inicial do processo focou na determinação da responsabilidade da BHP. Uma avaliação subsequente, com foco nos danos a serem pagos, está prevista para começar em outubro, com uma decisão provável em meados de 2027.
O desastre envolve centenas de milhares de brasileiros, dezenas de governos locais e cerca de duas mil empresas. O rompimento da barragem do Fundão resultou em 19 mortes, desabrigou milhares de pessoas e causou a contaminação do Rio Doce, além de danos ambientais significativos.
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