Belém receberá laboratório vivo para agroflorestas com foco em sustentabilidade

Belém receberá laboratório vivo para sistemas agroflorestais em 2026. Projeto AgForest Lab, da Embrapa, visa impulsionar agricultura sustentável na Amazônia.

19/11/2025 16:54

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(Imagem de reprodução da internet).

Belém, no Pará, receberá, a partir de 2026, um laboratório vivo dedicado a sistemas agroflorestais (SAFs). Este projeto, denominado AgForest Lab, foi apresentado na AgriZone, durante a COP30, e visa promover a visibilidade dos SAFs em toda a Amazônia brasileira.

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A iniciativa da Embrapa, com área de impacto potencial de 37 milhões de hectares, busca impulsionar a agricultura sustentável na região.

Laboratório Integrado para Experimentação

O AgForest Lab, localizado na Embrapa Amazônia Oriental, é o segundo “farm lab” da empresa, após o AgNest em Jaguariúna, São Paulo. O laboratório foca em experimentações integradas em campo, buscando soluções inovadoras para o futuro da agricultura.

A estrutura, com 213 hectares, inclui áreas de terra alta e de várzea, além de pastagens degradadas, oferecendo um ambiente diversificado para estudos.

Bioeconomia e Adaptação Climática

A iniciativa conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Segundo Amy Duchelle, líder do setor de florestas e clima da FAO, o laboratório vivo representa uma forma prática de entender conceitos como bioeconomia e inovação.

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A localização estratégica em Belém, com a possibilidade de acompanhar a transformação de uma propriedade com dimensões entre um pequeno campo experimental e uma grande fazenda, é fundamental para a pesquisa.

Cultivos e Impacto Socioeconômico

O projeto prevê o cultivo de açaí, cacau e dendê, entre outros produtos. Rodrigo Freire, da The Nature Conservancy (TNC) na Amazônia, ressalta a importância dos SAFs, destacando que os arranjos agroflorestais amazônicos são os mais ricos e bem consolidados do mundo.

A diversificação de culturas, como o cacau no Pará, maior produtor da commodity no Brasil, que já utiliza sistemas agroflorestais, contribui para o valor social da atividade e para a pecuária de corte familiar.

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