Beija-Flor e Bembé do Mercado se unem em 2026! A escola da Baixada Fluminense celebra a ancestralidade com enredo inédito, liderado por Nino Milênio e Jéssica Martin. Uma homenagem vibrante aos terreiros e à memória de Laíla e Pai Pote!
A escola de samba Beija-Flor, da Baixada Fluminense, se prepara para um novo capítulo em sua história, com um enredo que celebra a ancestralidade do Bembé do Mercado, uma tradição que ecoa nas ruas de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.
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Em 2026, a escola, com a chegada de novos intérpretes como Nino Milênio e Jéssica Martin, busca manter a conexão com os ancestrais, honrando a memória de figuras como Laíla e Pai Pote.
O enredo, como explica o carnavalesco João Vitor Araújo, busca “ocupar — e sempre foi — nossa forma de autorreparação”, em um país que, apesar de ter aboliu a escravidão com uma canetada, ainda não ofereceu a reparação devida. A celebração da ancestralidade preta, com histórias fortes e personagens importantes, é o foco principal da escola. “É muito bom, mas, ao mesmo tempo que traz uma sensação de alívio, de estar no caminho certo, é sinal de que o trabalho está só começando”, afirma Araújo.
A tradição do Bembé do Mercado, que se manifesta nas ruas e casas de candomblé, é central para a Beija-Flor. A escola, que reúne 65 terreiros e conta com a participação de 100 outros, busca valorizar a cultura afro-brasileira e a importância da religião de matriz africana. “Eu, que estou presidente este ano da homenagem, estou muito feliz, porque [a Beija-Flor] é uma comunidade idêntica à nossa, que luta pelos objetivos da população negra, pela cultura, pela preservação da nossa essência cultural e contra a intolerância religiosa”, declara o carnavalesco.
A aprovação do enredo, que envolve um jogo de búzios conduzido por Pai Pote, é um momento crucial. “É muito bom, mas, ao mesmo tempo que traz uma sensação de alívio, de estar no caminho certo, é sinal de que o trabalho está só começando”, comenta Araújo.
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A parceria com os babalorixás, que incluem Pai Pote e a liderança dos terreiros, garante a continuidade da tradição e a autorização para a celebração do carnaval.
Com a chegada de Nino Milênio e Jéssica Martin, a escola se renova, buscando novas perspectivas e talentos. Nino, com mais de 20 anos de experiência, reconhece o peso da história da Beija-Flor e se prepara para lidar com as expectativas e críticas. “É uma vaga difícil, um lugar que foi ocupado por 50 anos, [Neguinho] não é qualquer um”, comenta o novo intérprete, que se sente honrado em assumir o posto.
Jéssica Martin, também em sua estreia como intérprete da escola, compartilha o entusiasmo de Nino e reconhece a qualidade do samba enredo, composto por 12 compositores. “São 12 compositores que fizeram com muito carinho esse samba. A letra está magnífica, maravilhosa e a gente vai levar esse enredo para a avenida com muito respeito e muita admiração pela cultura do Bembé”, afirma a cantora.
A comunidade da Beija-Flor, que se identifica com a escola de Nilópolis, também é fundamental para o sucesso do carnaval. O carnavalesco ressalta a importância de ouvir os componentes e refletir seus desejos no trabalho da escola. “A sinopse é muito bonita, mas, no dia do desfile, a sinopse são eles.
São eles que carregam o enredo dali para frente. Quem canta o samba? São eles que estão ali com o quesito na mão”, observa.
Com a chegada de novos talentos e a continuidade da tradição, a Beija-Flor se prepara para brilhar no Sambódromo em 2026, celebrando a ancestralidade do Bembé do Mercado e honrando a memória de seus líderes e personagens.
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