Beija-Flor de Nilópolis inova com tecnologia 3D para o Carnaval! Escola campeã produzirá 10% do desfile de 2026 com impressora 3D e sustentabilidade.
A escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, atual campeã carioca, está investindo em tecnologia para otimizar a produção de seus elementos cenográficos, adereços e fantasias. A iniciativa, que visa reduzir o impacto ambiental nos processos de fabricação, foi apresentada à EXAME.
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A escola utiliza uma impressora 3D de grande escala para a produção de artigos que serão utilizados no desfile de 2026, cujo samba-enredo é o “Bembé”, o único candomblé de rua no mundo.
Em poucas semanas de testes, o equipamento já é responsável pela produção de aproximadamente 10% do desfile de 2026. O projeto, liderado pelo engenheiro mecânico Luiz Lolli e financiado pelo presidente da escola, Almir Reis, transformará o barracão da Beija-Flor em um laboratório da indústria 4.0, explorando aplicações na economia criativa.
A impressora opera em larga escala, utilizando a tecnologia FDM (Fused Deposition Modeling), que derrete filamentos plásticos para formar camadas. O material escolhido é o ABS (Acrilonitrila Butadieno Estireno), um plástico resistente, leve e reciclável, permitindo a reprodução de texturas, volumes e padrões semelhantes ao projeto original.
A iniciativa da Beija-Flor visa diminuir o impacto ambiental, substituindo o uso extensivo de isopor, material com baixa taxa de reutilização. O principal benefício ambiental reside na redução do desperdício de material. A escola evita o excesso de produção, o que dificilmente pode ser reaproveitado, ao contrário do que acontece com o isopor.
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Após o desfile, os itens podem ser derretidos e reutilizados pelas impressoras da Beija-Flor ou, como a escola costuma fazer, parte das alegorias é doada para outras escolas do grupo de acesso. Essa prática contribui para a sustentabilidade e o compartilhamento de recursos na comunidade das escolas de samba.
A velocidade da produção é um ponto de destaque do projeto. Uma peça de cerca de 1,1 metro de altura leva aproximadamente 24 horas para ser produzida, enquanto a produção manual poderia levar até semanas. O carnavalesco da Beija-Flor, João Vitor Araújo, destaca que a tecnologia pode melhorar a qualidade do desfile, proporcionando peças mais leves, com menor risco de distorções e maior precisão no projeto.
A expectativa da escola é ampliar o uso da impressora 3D nos próximos anos, superando a marca já alcançada de 10% da produção. Essa inovação promete fortalecer a Beija-Flor como uma escola de samba de vanguarda, combinando tradição e tecnologia para garantir um desfile ainda mais impactante e sustentável.
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