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Bebês em Risco: Atrasos Motor em Pobreza Podem Ter Impacto Grave

Bebês em situação de pobreza podem apresentar atrasos no desenvolvimento motor? Estudo inovador da UFSCar revela a correlação entre vulnerabilidade socioeconômica e o desenvolvimento de crianças de 3 a 8 meses. Saiba mais!

Por: redacao

07/02/2026 10:06

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Atrasos no Desenvolvimento Motor em Bebês de Famílias em Situação de Pobreza

Um estudo inovador, conduzido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), revelou uma correlação significativa entre a vulnerabilidade socioeconômica e o desenvolvimento motor de bebês. A pesquisa, que acompanhou 88 crianças entre três e oito meses de idade, incluindo 50 em situação de pobreza, chegou à conclusão de que esses pequenos podem apresentar atrasos no desenvolvimento motor, como agarrar objetos, virar e sentar, mais tarde do que bebês expostos a ambientes mais ricos em estímulos.

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Os pesquisadores identificaram que os bebês em situação de pobreza não apenas alcançavam os marcos motores mais tarde, mas também apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo.

A pesquisa, publicada na revista Acta Psychologica, destacou a importância de identificar precocemente esses riscos e planejar intervenções mais precisas.

Impacto dos Atrasos

A professora Maria Fernanda Ziegler, orientadora da pesquisa, enfatizou que esses atrasos sutis no primeiro ano de vida podem ter impactos importantes nos períodos pré-escolar e escolar, podendo estar associados a problemas comportamentais, como o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e transtornos da coordenação.

A pesquisa ressalta a necessidade de intervenções precoces para mitigar esses riscos.

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Reversão do Atraso

Boa notícia: o estudo mostrou que o atraso motor pode ser revertido. Ao longo do acompanhamento, os bebês, com o engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas, apresentaram melhoras significativas.

As mães, em sua maioria adolescentes sem experiência em estimular os bebês, se mostraram receptivas e copiaram as ações durante as avaliações, interagindo mais com os filhos e favorecendo seu desenvolvimento motor.

Instrumento de Avaliação

Os pesquisadores utilizaram, pela primeira vez no Brasil, o Infant Motor Profile (IMP), um instrumento desenvolvido pela Universidade de Groningen, nos Países Baixos. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho.

Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.

Fatores de Risco e Proteção

O estudo identificou fatores de risco, como o sexo masculino (meninos tiveram uma probabilidade 2,57 vezes maior de apresentar desenvolvimento motor atípico) e a presença de muitos adultos no mesmo domicílio (gerando um ambiente mais caótico). No entanto, também identificou fatores de proteção, como a oferta de brinquedos que estimulam a motricidade fina, a idade mais avançada das mães (média de 24 anos, com variação de sete anos) e a maior escolaridade materna.

A pesquisa enfatiza a importância de programas de acompanhamento nos domicílios, com agentes comunitários de saúde e fisioterapeutas, dando maior visibilidade às necessidades dessa população.

Conclusões e Recomendações

O estudo destaca que os primeiros dois anos de vida são o período de maior neuroplasticidade de um indivíduo, quando ele “absorve” intensamente os estímulos do ambiente. A pesquisa sugere a criação de programas com agentes comunitários de saúde e fisioterapeutas, dando maior visibilidade às necessidades dessa população.

O artigo Contextual risk factors for atypical motor development in infants exposed to poverty: a longitudinal study pode ser lido.

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AtrasosBebêsDesenvolvimento MotorMotricidade Fina
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Autor(a):

redacao

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