BCE deve subir juros em 2026 e reverter em 2027? Veja o que o FMI aponta!

BCE deve elevar juros em 2026 e reverter em 2027, aponta FMI
O Banco Central Europeu (BCE) deve aumentar sua taxa básica de juros duas vezes ainda em 2026 para combater a inflação elevada, impulsionada pelos custos de energia. Contudo, o chefe do Departamento Europeu do FMI (Fundo Monetário Internacional) sinalizou que essas elevações podem ser revertidas já em 2027.
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Projeções de política monetária para a Zona do Euro
Alfred Kammer, líder do Departamento Europeu do FMI, comunicou essas expectativas na última sexta-feira, dia 17. Segundo ele, em seu cenário de referência, o BCE deve elevar as taxas em aproximadamente 50 pontos-base ao longo de 2026 para manter uma postura monetária neutra.
Perspectivas para 2027 e ajustes futuros
Para o ano seguinte, as taxas de juros poderiam apresentar uma nova queda. Kammer explicou que, para manter as taxas de juros reais estáveis, seria necessário um pequeno aumento na taxa de juros nominal.
Desafios inflacionários e o impacto energético
Atualmente, a principal taxa de juros do BCE está fixada em 2%. Kammer observou que a resposta do banco central na zona do euro foi complexa, pois o problema residia na escassez de oferta, e não em um excesso de demanda, o que seria mais fácil de gerenciar.
O choque de preços e a demanda econômica
A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, por exemplo, reduziu o fornecimento global de petróleo e gás em cerca de 20%. Isso fez disparar os preços da energia mundial, afetando as previsões de crescimento e elevando as projeções inflacionárias.
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Análise do Banco Central Europeu
Kammer ponderou que o choque de preços pode deprimir a demanda de forma suficiente para que uma intervenção do banco central não se torne necessária. Ele destacou que o BCE está em uma posição mais favorável que outros bancos centrais, pois as expectativas de inflação estão ancoradas.
Ele ressaltou que o aumento nas expectativas ocorreu em uma base de um ano, e é esse ajuste anual que o banco central tenta compensar com a linha de política nominal. Embora não esperem que as expectativas se desancorem, é crucial monitorar para evitar efeitos secundários.
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