BC e STF sob Ataque: Confiança no Banco Central Cresce Após Crise Master

BC e STF sob fogo no Congresso! Nova pesquisa revela preferência clara por autoridade monetária. Saiba mais sobre o Caso Banco Master e a pressão política no Congresso

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Avaliação do BC e do STF no Caso Banco Master

Uma pesquisa recente revela uma percepção distinta no Congresso em relação à atuação do Banco Central (BC) e do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo o Banco Master. O levantamento demonstra uma preferência clara por parte dos deputados e senadores em relação à autoridade monetária, especialmente quando se trata de decisões com impacto direto na economia.

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O estudo, que incluiu entrevistas com 108 deputados de 18 partidos e 30 senadores de 12 siglas, aponta para uma confiança maior no BC, particularmente em relação a decisões técnicas que afetam o setor financeiro. A pesquisa, realizada entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro, buscou refletir a representatividade das bancadas no Congresso.

Avaliações no Senado

No Senado, 50% dos entrevistados consideraram a atuação do BC como “boa” ou “excelente”, enquanto 13,3% avaliaram como “ruim” ou “péssima” e 26,7% classificaram como “regular”. Esse cenário se opôs à avaliação do STF, onde 63,3% dos senadores classificaram o desempenho do Supremo como negativo, em contraste com 16,7% que o consideraram positivo.

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Avaliações na Câmara

Na Câmara dos Deputados, o cenário também foi favorável ao BC, com 46,3% dos deputados avaliando a atuação como “boa” ou “excelente”, em comparação com 31,5% que a julgaram “ruim” ou “péssima” e 22,2% que a consideraram “regular”.

A pesquisa identificou diferenças significativas nas avaliações com base na orientação política dos parlamentares.

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Diferenças por Orientação Política

Entre os congressistas de esquerda, 75,8% avaliaram a atuação do Banco Central como “boa” ou “excelente”, enquanto esse índice caiu para 42% no centro e apenas 10% na direita. Paralelamente, as avaliações negativas aumentaram conforme o espectro político se deslocava para a direita.

Contexto do Caso e Repercussões Políticas

O caso do Banco Master, que culminou na liquidação extrajudicial em novembro de 2025, com a venda de créditos para o BRB e tentativas de reorganização societária, gerou pressão política no Congresso. Essa pressão se manifestou em iniciativas legislativas que buscavam alterar regras de supervisão e ampliar o poder do Legislativo sobre a diretoria do BC.

O caso, conduzido pelo ministro Dias Toffoli no STF, envolveu decisões sobre o destino de materiais apreendidos em operação da Polícia Federal e levantou questionamentos sobre negócios envolvendo familiares do magistrado e fundos ligados ao banco.

O diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, atribuiu a diferença de avaliação à tendência do Congresso em confiar mais em órgãos técnicos em questões com impacto econômico, percebendo o STF como um fator de insegurança jurídica e interferência excessiva.

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