A Ascensão da Baton: Uma História de Adaptação e Crescimento
Em 2020, durante uma conversa por Zoom, Chat Joglekar ouviu de um amigo uma observação que mudaria o rumo de sua carreira. A falta de uma ferramenta como o Zillow, que oferecesse avaliações claras antes de uma venda, era uma lacuna no mercado de pequenas empresas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A partir dessa percepção, nasceu a Baton. Anos depois, após duas mudanças estratégicas profundas, a empresa viu sua receita crescer 15 vezes e registrou expansão de 750% entre 2023 e 2024.
A Proposta Inicial e os Desafios
A tese inicial e a dificuldade de conversão de Joglekar, ex-executivo da Zillow, fundou a Baton no fim de 2021 ao lado de Dylan Gans, Jamie Roth e Koda Wang. A proposta era criar um marketplace semelhante ao Zillow para compradores e vendedores de pequenas empresas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O foco inicial era atender compradores por meio de um produto chamado Buyer Concierge. A empresa identificava negócios elegíveis, oferecia avaliações gratuitas aos proprietários e disponibilizava essas informações aos compradores mediante assinatura de cerca de US$ 1.000 por mês.
Embora quase 10 compradores tenham aderido ao serviço, a Baton enfrentava dificuldade para convencer empresários a solicitarem avaliações gratuitas. Segundo Joglekar, “de certa forma, é mais difícil vender ‘de graça’ do que vender algo por um custo”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
A Mudança de Roteiro e Novas Oportunidades
Diante da resistência, os fundadores decidiram ouvir os empresários e entender suas principais dores, como contabilidade e marketing digital. A Baton passou então a conectar esses donos de empresas a fornecedores especializados, recebendo comissão de 10% por indicação.
A mudança trouxe mais clareza de proposta de valor e facilitou a realização de avaliações. Ao perceberem que havia um serviço concreto sendo entregue, os empresários passaram a interagir mais com a plataforma.
A Decisão Estratégica e o Foco em Consultoria
No outono de 2022, a empresa começou a receber pedidos para atuar diretamente na venda das empresas. Diante da escolha entre atender compradores ou vendedores, Joglekar decidiu encerrar o Buyer Concierge e lançar, em maio de 2023, um serviço de consultoria voltado aos vendedores.
Inicialmente, a Baton operava com corretores terceirizados. Com o aumento da demanda, estruturou uma equipe interna de transações, começando por Gans e expandindo para oito corretores. Atualmente, a empresa possui cerca de 2.000 avaliações listadas em seu site e afirma ter vendido ou estar em processo de venda de 100 empresas, com comissão de 6% sobre as transações.
Resultados e Lições
Após as duas mudanças estratégicas, Joglekar afirma que a receita da Baton cresceu 15 vezes. A empresa não divulga faturamento total, mas informa taxa de conversão de 70%, que diz ser 10 vezes superior à de concorrentes. Entre 2023 e 2024, a receita teria crescido 750%.
A transformação do modelo, saindo de assinaturas para comissões sobre transações, alterou a dinâmica de previsibilidade e potencial de escala. Sob a ótica de finanças corporativas, a decisão envolveu reconfiguração completa de fluxo de caixa, perfil de risco e estrutura operacional.
Em vez de depender de assinaturas mensais, a Baton passou a capturar valor diretamente no fechamento das vendas, alinhando receita ao sucesso da transação.
“A maioria dos fundadores está trabalhando em algo único”, afirmou Joglekar. “Por definição, é a primeira vez que você experimenta algo, ou pelo menos aquela versão de algo, então não existe um manual de regras.”
O crescimento da Baton reforça um princípio recorrente em finanças corporativas: Modelo de negócio não é estático. Quando a conversão não sustenta escala, revisar proposta de valor e fonte de receita pode ser determinante para multiplicar resultados.
A empresa saiu de um marketplace com dificuldade de adesão para uma estrutura de advisory com comissão sobre vendas. O pivô redefiniu margens, aumentou taxa de conversão e acelerou crescimento. Em mercados fragmentados como o de pequenas empresas, a capacidade de escutar o cliente e ajustar a estrutura financeira pode ser o diferencial entre estagnação e expansão exponencial.
Aprenda a gerenciar o orçamento de empresas. Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas.
E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do O treinamento é voltado para quem deseja aprimorar a gestão financeira e se destacar num mercado cada vez mais competitivo. Conteúdo relevante desenvolvido por especialistas da área; Carga horária de três horas; Programa atualizado e alinhado às demandas do mercado; Certificado após a conclusão do treinamento; Aulas virtuais, que incluem uma sessão de tira-dúvidas online; Possibilidade de interação com outros profissionais da área; Estudos de casos do mercado.
