Avanços em baterias impulsionam eletrificação de frotas, com destaque para autonomia, segurança e sustentabilidade. Novas tecnologias e redução de custos aceleram a transição
Por Marcelo Ramos Rezende* Durante décadas, as baterias foram vistas como um dos principais obstáculos para a eletrificação de frotas. No entanto, nos últimos anos, esses componentes passaram por uma transformação significativa, tornando-se o principal motor da eletrificação e impulsionando avanços contínuos em autonomia, segurança e sustentabilidade ao longo do ciclo de vida dos veículos.
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Essa mudança é resultado de avanços tecnológicos notáveis. Inicialmente, houve uma transição de tecnologias como as baterias de chumbo-ácido para as de íons de lítio, e posteriormente para as LFP (lítio-ferro-fosfato) e NMC (níquel-manganês-cobalto).
Essas mudanças proporcionaram ganhos significativos em densidade energética, vida útil e segurança térmica, além de aumentar a autonomia e a confiabilidade para aplicações veiculares.
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Um passo importante foi a integração e gestão inteligente, com o desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de baterias (BMS) mais sofisticados. Esses sistemas permitem o monitoramento em tempo real de parâmetros críticos, como temperatura, tensão e estado de carga, garantindo a segurança operacional e otimizando o desempenho e a durabilidade dos packs.
A melhoria contínua na capacidade de admissão de energia, combinada com o desenvolvimento da infraestrutura de recarga, tornou possível abastecer veículos eletrificados de forma rápida e sem comprometer a vida útil da bateria. A expansão das redes de recarga, a implementação de carregadores de alta tensão e a padronização de conectores e protocolos de comunicação facilitam esse processo, tanto em áreas urbanas quanto em rodovias.
Tecnologias como o carregamento bidirecional (V2G) e a recarga ultrarrápida ampliam a viabilidade das frotas, oferecendo maior flexibilidade e integração com sistemas energéticos inteligentes. A queda no custo por quilowatt-hora (kWh) das baterias automotivas, impulsionada pela evolução tecnológica e ganhos de escala, também é um fator crucial.
Apesar dos avanços, desafios e desinformação persistem, com mitos sobre a segurança e confiabilidade das baterias ainda prejudicando sua aceitação.
A superação dos desafios técnicos e culturais, juntamente com políticas públicas eficazes e incentivos à inovação, serão essenciais para garantir uma transição energética plena e inclusiva. À medida que a tecnologia se torna mais presente e acessível, a desinformação tende a ser superada, representando um avanço importante para toda a sociedade.
*Marcelo Ramos Rezende é Diretor Geral de Sistemas de Baterias da BorgWarner no Brasil, sendo responsável pelos negócios da área na América do Sul.
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